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Mário Ceitil, presidente da Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas, refere que há uma grande preocupação por parte dos responsáveis de recursos humanos em salvaguardar postos de trabalho, apesar de algumas empresas começarem a pensar em despedimentos.
A Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas garante que há empresas a preparar planos de despedimentos devido à Covid-19. Em declarações à TSF, Mário Ceitil, presidente da associação, admite que as empresas já estão a olhar para a fase do pós-coronavírus.
"Há já organizações que se questionam, em situações extremas, com quem vão ficar e com quem não vão ficar. Não lhe digo que estão a fazer listas de despedimento. Estão a fazer planos. As empresas começam a colocar a questão já em relação ao pós-coronavírus", adianta à TSF.
Mário Ceitil acrescenta que, apesar das dificuldades, "há uma preocupação dos responsáveis de recursos humanos no sentido de salvaguardar postos de trabalho".
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O presidente da associação que junta os profissionais de recursos humanos considera que nem todas as empresas e trabalhadores estavam prontos para o teletrabalho mas muitos trabalhadores tem conseguido adaptar-se. Ainda assim, admite que tem havido dificuldades.
"Há aquelas pessoas que, efetivamente, têm dificuldades no manuseamento e na utilização das novas tecnologias e têm dificuldade em desenvolver as novas competências, mas têm vontade para o fazer. Depois há as pessoas que não têm essas competências e que não têm vontade. São os tais que eu chamo de recalcitrantes", sustenta.
Quanto ao segundo tipo de funcionários, Mário Ceitil considera que "essas pessoas estão a prestar um mau serviço a si próprias, porque, num determinado limite, se estas coisas se complicarem e se houver a imperatividade de as empresas tomarem as decisões de gestão mais duras, essas pessoas estão na linha da frente para serem as primeiras a ser dispensadas".
Por isso, deixa um aviso: "A responsabilidade do futuro de cada um está nas suas próprias mãos".