"Estado tem de ajudar a TAP." Pedrosa garante que não pensa em sair da empresa

Humberto Pedrosa garante que a situação vivida pela TAP não o faz ponderar sair da estrutura acionista. Empresário não vê necessidade de nacionalização mas avisa que o Estado vai ter de ajudar.

Humberto Pedrosa avisa que a TAP vai precisar de ajuda pública. Entrevistado na TSF, o empresário e acionista da transportadora aérea afirma que "tem o conforto de ter o acionista Estado" e afirma que "o Estado tem de ajudar-nos como os estados noutros países estão a ajudar as companhias aéreas". Até porque a crise "não é um caso isolado da TAP, é o caso geral de todas as companhias aéreas", sublinha.

O acionista não vê no entanto necessidade de o Estado pensar na hipótese de nacionalizar a companhia, admitida pelo ministro da Economia em entrevista à TSF: "Enquanto conseguirmos resolver os problemas e ter soluções para eles, não deverá pôr-se essa possibilidade."

Pedrosa garante ainda que a crise na operadora não o faz ponderar sair da estrutura acionista: "De maneira nenhuma", responde quando questionado sobre se a situação vivida pela TAP (que anunciou a decisão de avançar para o lay-off de 90% dos trabalhadores) altera a atitude do empresário em relação à permanência na estrutura acionista da transportadora.

O também dono do grupo Barraqueiro detém metade da Atlantic Gateway (a outra metade pertence a David Neeleman), que por sua vez tem uma posição de 45% da operadora. O Estado detém 50%, da empresa e 5% pertence aos trabalhadores.

E Pedrosa entende que o momento vivido pela TAP não o faz pensar em sair (o que de resto seria quase impossível nas atuais circunstâncias): o empresário garante ter "consciência que a TAP vai passar por uma crise bastante profunda, e não conhecemos em que dimensão" mas assegura que "a atual situação da TAP obriga-nos a estar mais agarrados à companhia, mais preocupados, e com acompanhamento mais de perto e a fazer todos os esforços possíveis para ajudar a companhia". E por isso, questionado se não lhe passa pela cabeça uma alteração na posição acionista, responde: "Não, de maneira nenhuma".

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