Governo "paga" para abater eólicas de primeira geração

Os parques eólicos antigos vão ter incentivos para a redução do número de aerogeradores e ao mesmo tempo aumentarem a potência instalada.

Com a nova geração de "ventoinhas" de produção de eletricidade a partir do vento é possível ter parques de produção de energia elétrica com menos impacto visual.

Menos aerogeradores produzem agora mais eletricidade e face a esta realidade o secretário de estado da energia, João Galamba, anunciou esta quarta-feira na comissão Parlamentar de Ambiente que o Governo vai financiar as empresas que queiram fazer esta transição para parques de nova geração reduzindo o número de aerogeradores.

Nas palavras de Galamba, "nós estamos a criar um sistema de incentivos para que operadores eólicos possam reduzir o número de aerogeradores, renovar o seu equipamento e até aumentar um pouco a potência de injeção dando um incentivo para que este procedimento aconteça e assim conseguirmos alcançar as metas do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) de aumento significativo do eólico em Portugal".

Em Portugal ainda há aerogeradores de 500 quilowatts (kW) quando já existe no mercado tecnologia estabilizada com 5 gigawatts (GW), ou seja 10 vezes mais dos que nos anos noventa do século passado.

Ainda neste encontro com os deputados, João Galamba desvalorizou os 200 GW pedidos à REN para a ligação de parques de produção solar.

O secretário de estado da Energia classifica estes 200 GW como "uma avalanche" de pedidos de informação mas muitos destes projetos não se vão concretizar e muita desta capacidade não vai servir os consumidores domésticos, é antes para a produção de Hidrogénio Verde.

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