"O foco primeiro é o da emergência, mas ao mesmo tempo temos de pensar na retoma"

Pedro Siza Vieira, em entrevista na TSF, explica a estratégia do Governo para combater os efeitos do vírus na economia.

O Governo tentou, numa primeira fase e mais cedo do que os outros países, "assegurar medidas aptas a proteger emprego e a preservar capacidade produtiva das empresas". A garantia é dada pelo ministro da Economia, Siza Vieira, em entrevista à TSF, onde sublinha que "o foco primeiro é o da emergência, mas ao mesmo tempo temos de pensar na retoma".

Siza Vieira admite que "infelizmente" o país tem de estar preparado para despedimentos e falências, vê este cenário como inevitável, tendo em conta a "travagem brusca" da economia, mas acredita que Portugal está a seguir o caminho certo, comparando com as decisões de outros países, nomeadamente Itália e Espanha.

O ministro da Economia explica que em Itália estamos a falar de rendimentos mínimos e em Espanha se proibiram os despedimentos, frisando que não houve outras medidas adicionais, mas em Portugal "o Estado é a entidade que mais pode receber os impactos desta crise" e foi nesse sentido que foram tomadas medidas.

Para ajudar as empresas e os trabalhadores, Siza Vieira recorda que tem tentado "ao máximo" ajudar as empresas e combater os impactos da crise. "Não estamos num contexto de normalidade", admite, sublinhando que possivelmente "há empresas que não conseguem pagar os 16% do lay-off".

Contudo, realça, às empresas que têm feito crescer a economia nos últimos anos, têm de ser dado "o máximo de apoios para mitigar os danos que possam ocorrer". Por outro lado, uma empresa que já venha com dificuldades, haverá "mais dificuldade em proteger".

Quando questionado sobre se há empresas que podem ganhar com este mecanismo, Siza Vieira crê que "ninguém vai ganhar dinheiro com esta crise".

Ainda sobre as medidas, o governante esclarece que "o lay-off é uma medida de banda larga para os trabalhadores, não para as empresas". Assim, para os pequenos empresários terá de haver outras soluções, já que esta medida "é para que empresas protejam postos de trabalho". Ainda assim, "não vamos conseguir chegar a todos", admite.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de