OE2021. Novo Banco e lei laboral ameaçam entendimento entre BE e Governo

Pedro Filipe Soares é perentório: "O Governo assumiu que não tem abertura para nenhuma aproximação no que toca à matéria laboral." Para já, não estão marcadas outras reuniões, mas ainda há abertura para novos encontros.

O Bloco de Esquerda ainda não fechou a porta à viabilização do Orçamento e admite estar a analisar novas propostas, apresentadas na última noite pelo Executivo. No entanto, ainda há duas matérias que separam o BE do Governo de António Costa, sublinhou Pedro Filipe Soares esta manhã, no Fórum TSF.

"O Governo assumiu que não tem abertura para nenhuma aproximação no que toca à matéria laboral, quer da proteção de despedimentos, quer nas alterações da lei do trabalho, de forma a dar resposta a esta precarização e desproteção dos trabalhadores", adianta o líder parlamentar bloquista. "Nesse dossiê, o Governo diz que não pretende mexer."

Também a possibilidade de novas injeções no Novo Banco suscita desagrado por parte do partido da esquerda, de acordo com Pedro Filipe Soares, que repete as críticas anteriormente feitas pela coordenadora geral Catarina Martins. "Na matéria relativa ao sistema financeiro, em particular relativa ao Novo Banco, o Governo pretende continuar o cumprimento do contrato que nós consideramos absolutamente lesivo para o Estado português."

Já quanto a outras áreas, como o SNS e o apoio extraordinário durante o ano de 2021, "o Governo fez algumas propostas na noite de ontem", que o BE admite estar a analisar. Para já não estão agendadas novas reuniões, mas Pedro Filipe Soares reconhece que outros encontros possam ser realizados. O Bloco de Esquerda chegou mesmo a propor que o Governo refizesse o documento, mas garante que até domingo tomará uma posição quanto ao OE2021.

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