CP cria plataforma com empresas e academia para produção de comboio português

A Faculdade de Engenharia do Porto, o Instituto Superior Técnico, Infraestruturas de Portugal, Metro do Porto, a Mota-Engil, a Efacec, a Salvador Caetano, a Siemens e a Amorim são algumas das entidades que deverão envolver-se nesta extensa recuperação.

A CP arrancou com um projeto de recuperação de automotoras, locomotivas e carruagens que estavam abandonadas. Nas oficinas do Entroncamento, do Barreiro, Contumil e Guifões, o material circulante já está a ser disposto para reparação.

A ideia vem no seguimento de uma promessa que o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, já tinha feito, de reabrir o complexo oficial de Guifões, no sentido de travar a perda de comboios em trânsito.

Nesta iniciativa envolver-se-ão, conforme noticia o jornal Público esta manhã, entidades públicas e privadas. Apesar de os críticos considerarem indigestos os valores destinados a este plano de reparação de "velharias" de "museu", estão de acordo com o presidente da CP e com o ministro, face à falta de alternativas. Dos 22 novos comboios, com concurso público em curso, o primeiro só chegará depois de 2023. Na lista de queixas constam a deterioração do parque de material diesel e das automotoras espanholas, bem como a escassez de material elétrico. E o comboio luso também anda pelos carris da amargura.

A intenção do Governo e da empresa Comboios de Portugal é reunir empresas nacionais e estrangeiras e delas obter o conhecimento necessário para a recuperação de comboios antigos, reabertura de Guifões e criação de um centro tecnológico ferroviário para iniciar a produção de unidades múltiplas elétricas.

A revolução começará com uma modernização extensiva das carruagens Sorefame e das automotoras UDD (unidades duplas diesel). A partir de um esqueleto metálico que restar do tratamento, juntar-se-ão bogies e motores, provavelmente importados. O mesmo sucederá com as carruagens da Sorefame.

O presidente da CP, Nuno Freitas, pretende construir um comboio português de raiz em Guifões, e para esse propósito pediu o envolvimento da Faculdade de Engenharia do Porto, o Instituto Superior Técnico, as Infraestruturas de Portugal, a Câmara Municipal de Matosinhos, Metro do Porto, Plataforma Ferroviária Portuguesa, a Mota-Engil, a Efacec, a Salvador Caetano, Monte Meão, Nomad Tech, Siemens, Amorim, Martifer, Sermec, Almadesign, Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel e Associação Portuguesa de Fundição.

A estimativa do presidente da Comboios de Portugal é de que 75% desse material requerido seja de origem nacional e que 25% provenha do estrangeiro.

A Tutela e a empresa entendem que a Plataforma Ferroviária Portuguesa deve ter neste projeto uma contribuição fundamental, a par com o Centro Tecnológico Ferroviário, ainda em fase de criação. Nuno Freitas acredita na estratégia de dotar o país de engenharia ferroviária autossuficiente para resolver os problemas que venham a surgir, mesmo com os novos comboios a caminho.

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