Saint-Gobain Sekurit Portugal: um despedimento coletivo "para proteger o grupo"

A Saint-Gobain Sekurit Portugal encerra as portas para evitar a "contaminação" às outras dez empresas do grupo em Portugal, defende diretor-geral da fábrica.

O grupo Saint-Gobain tem 800 trabalhadores e avançou com um processo de despedimento coletivo de 130 empregados na fábrica de transformação de vidros para automóveis de Loures...

Esta quinta-feira, o Diretor Geral da fábrica, Miguel Sousa, foi ouvido na comissão parlamentar de trabalho e deu de viva voz garantias de colocação em novos empregos para a maioria dos trabalhadores despedidos.

Com o processo de despedimento coletivo em curso a Saint-Gobain Sekurit Portugal revela que contratou uma empresa de colocação de trabalhadores para, nos próximos seis meses, tratar de procurar colocações para os desempregados.

O diretor-geral da Saint-Gobain Sekurit Portugal, Miguel Sousa, adianta que um total de 97 postos de trabalho já estão assegurados, assim os trabalhadores os aceitem.

"Estão em cima da mesa 36 postos de trabalho em empresas do grupo Saint-Gobain em Portugal, 51 postos de trabalho em empresas da região de Loures e Lisboa e 10 postos de trabalho em empresas do grupo em Espanha", revela aos deputados.

Podem ainda ser recolocadas 6 pessoas no armazém em Palmela.

Miguel Sousa dá garantias de que este despedimento é um caso único e pode evitar a contaminação às outras 10 empresas do grupo em Portugal.

"Não está em causa qualquer risco desta situação se alastrar às outras empresas do grupo em Portugal e os investimentos em Portugal vão continuar a ser feitos. A Saint-Gobain quer continuar em Portugal mas tem que tomar este tipo de decisões em empresas que lhe tragam problemas e que lhe possam afectar os outros negócios", defende Miguel Sousa.

De acordo com o diretor-geral da Saint-Gobain Sekurit Portugal, "Nos últimos três anos, entre 2018 e 2020, a empresa acumulou prejuízos de 8,5 milhões de euros, e este ano (2021) até ao final do mês de setembro a empresa tem já acumulados 3,1 milhões de euros de prejuízos".

Assim, "o principal motivo para o encerramento da empresa é a sua falta de rentabilidade e sua incapacidade para recuperar desta situação face ao problemas do setor automóvel a nível internacional", justifica

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