Sair do Eurogrupo e ficar no Governo? Centeno diz que "são decisões distintas"

O ministro das Finanças mantém o tabu sobre o futuro político mas, pela primeira vez, separa águas entre a liderança do Eurogrupo e a pasta das Finanças.

Mário Centeno desmente a notícia de um jornal alemão sobre a alegada saída da liderança do Eurogrupo: "As notícias falsas caem no melhor dos tecidos. Não tem fonte, nem sustentação em frases que eu possa ter dito sobre essa matéria", responde em entrevista à TSF.

Mas embora mantenha que atualmente tem de "dedicar todos os minutos" à resposta à crise da Covid-19 e que "esta matéria não está nas prioridades" de ação, Mário Centeno deixa uma pista nova no puzzle do futuro político: é que se para ser Presidente do Eurogrupo precisa de ser ministro das Finanças, "o inverso não é verdade", admite.

Questionado sobre se "uma coisa está dependente da outra" Centeno separa águas: "Quando essa decisão se colocar eu acho que pode haver interações mas não parece que isso seja uma necessidade. São duas decisões", clarifica.

"Eu estou ministro das Finanças", constata Centeno para garantir que "as decisões são pessoais e eu tomarei quando tiver que tomar".

"Atempadamente tomaremos essa decisão. A data do final do mandato é 13 de julho e a eleição tem que ser realizada nessa data e até essa data teremos mais informação", insiste Mário Centeno.

Questionado sobre se as duas opções "sair ou ficar" estão em cima da mesa, Centeno responde: "Essa é, neste momento, a única verdade que podemos dizer"

Mais certezas enquadram a saída de Carlos Costa do cargo de Governador do Banco de Portugal, quando terminar o mandato em julho: "Aquilo que é canónico é que haja uma substituição no final do mandato", diz o ministro das Finanças.

Na entrevista à TSF, Mário Centeno ironiza sobre as frequentes questões sobre a eventual saída do Governo : "Eu sei que ser ministro das Finanças pelo período mais longo da democracia é algo que, se calhar, necessita justificação e é por isso, que a todo momento me estão a perguntar e a tentar justificar porque é que ele permanece ministro das Finanças"

*A entrevista ao ministro das Finanças foi conduzida pelo editor de Política da TSF Anselmo Crespo.

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