Salário mínimo: Estado ganha 25 milhões, empresas gastam 355 milhões

Simulação da EY mostra que aumento de 35 euros resulta num ganho líquido para os trabalhadores de 31 euros mensais. Empresas aumentam despesa em 355 milhões anuais, Estado arrecada 25 milhões.

O aumento do salário mínimo nacional (SMN) de 600 para 635 euros para os 720 mil empregados que o recebem significa um acréscimo líquido mensal de 31,15 euros.

As contas são da consultora EY, que numa simulação sobre os impactos do aumento proposto pelo governo para a remuneração mínima em 2020 conclui que os trabalhadores vão pagar mais 3,85 euros mensais correspondentes aos 11% da Taxa Social Única.

Estes trabalhadores não vão pagar mais IRS porque ainda ficam abaixo do patamar mínimo de 9150 euros anuais de rendimento correspondente à fórmula 1,5 * 14 * valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS), que neste ano está fixado em 435,76 euros.

As empresas vão, no seu conjunto, gastar mais 355 milhões por ano. O valor resulta do acréscimo de 458 milhões de custos salariais (mais 606,38 euros por funcionário, que incluem mais 116,38 euros de contribuição para a Segurança Social à taxa de 23,75%). A estes 458 milhões abatem-se 103 milhões de poupanças em IRC.

O Estado fica a ganhar com o aumento do SMN no privado: Vai receber, por trabalhador abrangido, mais 170,28 euros anuais em contribuições para a Previdência, numa receita total de 129 milhões de euros; a este valor há que abater a tal perda de 103 milhões em IRC. O resultado líquido é um encaixe de 25 milhões de euros para os cofres públicos.

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