Seca e inflação. Região dos Vinhos Verdes pede apoios "a fundo perdido" ao Governo

Vindima arrancou no último fim de semana e a expectativa é de que a produção seja superior à do ano passado em 10%.

A região dos vinhos verdes pede ao Governo medidas urgentes, concretas e, se possível, a fundo perdido. Depois da seca, os produtores sofrem também o impacto da inflação nos custos de toda a cadeia de valor do processo produtivo. Dora Simões, presidente da comissão vitivinícola da Região dos Vinhos Verdes, até prevê alguns apoios.

"Acredito que dado o ano vitivinícola difícil que ocorreu este ano no que diz respeito às questões de seca e falta de água no país inteiro, penso que poderá haver algum pacote do Ministério da Agricultura neste sentido", confessou à TSF Dora Simões.

Com o impacto da inflação, a escassez de matérias-primas como garrafas, cartões, caixas de madeira e rótulos e custos a disparar na ordem dos 30%, esta responsável pretende mesmo apoios a fundo perdido.

"No que diz respeito aos componentes de embalagem e energia deveria haver apoio, seria necessário haver um tipo de medidas a fundo perdido. No vinho verde também, mas para o setor do vinho em geral", explicou a presidente da comissão vitivinícola da Região dos Vinhos Verdes.

Um pacote de medidas dirigido ao setor do vinho para lá dos 600 milhões de linha de crédito com garantia mútua num prazo de oito anos e período de carência de dois operacionalizada pelo Banco de Fomento a partir da segunda quinzena de outubro.

"Não devem ser exclusivamente medidas de acesso a crédito porque essas não são as que vão ajudar definitivamente as empresas exclusivamente", defende.

No terreno, depois do recorde de 2021, quando a região atingiu 73 milhões de euros de exportação, a vindima arrancou no último fim de semana e a expectativa é de que a produção seja superior em 10% à do ano passado.

"As castas, de uma maneira geral, estão a ter boa produtividade e estão a ter grande qualidade, portanto a expectativa é de termos cerca de 10% mais do que no ano anterior", prevê Dora Simões.

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