Siza Vieira admite que Governo defraudou expectativas no pagamento do lay-off

O ministro da Economia, em entrevista à SIC Notícias, confirmou também que espaços como bares, discotecas e ginásios vão permanecer fechadas em maio.

O ministro da Economia admite que o Governo defraudou expectativas ao não assegurar o pagamento do lay-off de forma massiva até ao dia 28 de abril. Pedro Siza Vieira, em entrevista à SIC Notícias, garante que tudo será processado até ao dia 5 de maio.

"Já foram efetuados pagamentos no dia 24, dia 28, vão ser feitos mais pagamentos no dia 30 e ainda no dia 5 de maio. Estes pagamentos dizem respeito aos pedidos de lay-off que entraram antes do dia 10 de abril. Foi virtualmente impossível à máquina da Segurança Social processar todos pagamentos que entraram depois e assegurar os pagamentos nas datas a que, originalmente, gostaríamos de tê-lo feito", justificou Pedro Siza Vieira.

O ministro adianta ainda que, até agora, receberam 95 mil pedidos de lay-off para uma máquina que não teve capacidade de resposta.

"O nosso objetivo era que todos estes pagamentos estivessem feitos antes do final do mês para que os empresários já tivessem o dinheiro em caixa antes de terem de fazer o pagamento. Sei que isto vai criar stress e, eventualmente, alguns atrasos no pagamento das compensações retributivas mas, na verdade, tivemos 95 mil pedidos de lay-off que tiveram de ser processados por uma máquina que não tem esta capacidade", explicou o ministro da Economia.

Os bares, discotecas e ginásios vão manter-se encerrados no mês de maio. Siza Vieira disse que a retoma da atividade económica será feita gradualmente, por setores e tendo sempre em conta a evolução da pandemia do novo coronavírus.

"Não vamos levantar todas as restrições durante o mês de maio. Durante o próximo mês será importante que se mantenham um conjunto de atividades encerradas. Vão ficar encerrados bares, discotecas e ginásios. Um conjunto de equipamentos onde o convívio e a intensidade de contactos é maior", garantiu o responsável pela pasta da Economia.

A abertura não será, assim, feita por zonas geográficas, mas sim por setores.

"O mais adequado é avaliarmos, em cada momento e por setores. Por isso é que vamos começar por atividades que não são, por si só, suscetíveis de gerar um grande movimento e uma grande circulação de pessoas. O vírus não viaja sozinho, somos nós que o transportamos e é quando contactamos com outros que propiciamos o contágio", disse Pedro Siza Vieira.

O responsável pela pasta da Economia revelou também que, até esta quarta-feira, os bancos fizeram 43 830 operações de crédito no âmbito das novas linhas de crédito. Os pedidos aprovados já usaram 53% dos 6,2 mil milhões anunciados pelo Governo.

"Esta contabilidade é fechada ao dia de hoje, mas na verdade foram mais porque muitos empresários foram pedir crédito a mais do que um banco e, portanto, seguiram duplicados os processos de pedidos de crédito. É um total que largamente excedeu as linhas de crédito que tinham sido criadas", completou o ministro.

Sobre o regresso às aulas presenciais, Siza Vieira afirmou que o Governo vai fornecer máscaras em larga escala, mas apenas para as escolas.

"O Governo vai assegurar o fornecimento de máscaras, no caso das escolas, para os funcionários, pessoal docente e alunos, toda a comunidade escolar. Isso é um compromisso que temos. De resto, aquilo de que precisamos é assegurar que o mercado esteja suficientemente abastecido de máscaras e outros equipamentos como gel desinfetante para esta nova normalidade", acrescentou o responsável pela pasta da Economia.

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