Turismo com quebras de 70%. O pesadelo de um mês de verão

Quebras de 70% na faturação do alojamento turístico no mês de julho em relação ao ano passado, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O boletim mensal do INE da atividade turística mostra que julho foi até agora o melhor mês do ano mas foi uma época alta no calendário turístico muito pior do que as épocas baixas dos últimos anos.

Assim, o setor do alojamento turístico registou apenas 1 milhão de hóspedes e 2,6 milhões de dormidas em julho de 2020, correspondendo a variações de -64,0% e -68,1%, respetivamente. Mesmo assim são valores melhores do que em junho, mês em que as quebras foram de -82,4% no número de hóspedes de -85,5% no número de dormidas.

Em julho as dormidas de residentes diminuíram 30,8% e as de não residentes recuaram 84,5%.

Os proveitos totais registaram uma variação de -70,5% (-88,6% em junho), fixando-se em 157,9 milhões de euros. Os proveitos de aposento atingiram 123,7 milhões de euros, diminuindo 70,5%.

Em julho, 27,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (48,1% em junho).

No mês em análise todas as regiões registaram decréscimos das dormidas, registando-se as menores diminuições no Alentejo (-26,2%) e Centro (-49,6%). As maiores reduções verificaram-se na Região Autónoma da Madeira (-86,9%), na Região Autónoma dos Açores (-84,7%) e Area Metropolitana de Lisboa (-82,5%).

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