Amnistia Internacional denuncia massacre contra minoria Hazara

Foram registados nove mortos num massacre que aconteceu no início de julho, cujas vítimas eram elementos da minoria hazara.

A Amnistia Internacional denuncia o massacre recente de vários elementos da minoria Hazara no Afeganistão. Os hazara são um dos grupos étnicos mais representativos no país, com mais de meio milhão de pessoas, e são considerados uma das etnias mais reprimidas no Afeganistão.

Desde a entrada em Cabul, o discurso taliban tem sido mais moderado, mas este massacre está a ser encarado como um péssimo sinal. Foram registados nove mortos num massacre que aconteceu no início de julho, cujas vítimas eram elementos da minoria hazara.

A Amnistia Internacional teme que estas mortes representem apenas uma pequena parte da realidade do Afeganistão neste momento. Os investigadores no terreno falaram com testemunhas que deram relatos assustadores sobre os assassinatos, que aconteceram entre 4 e 6 de Julho na aldeia de Mundarakht, distrito de Malistan. Seis dos homens foram mortos com tiros na cabeça e três foram torturados até à morte, incluindo um homem que foi estrangulado com o seu próprio lenço e a quem cortaram os braços.

De acordo com o relatório da Amnistia, os taliban cortaram os serviços de telefone em muitas áreas e estão a controlar todos os contactos com o exterior.

Vários habitantes da aldeia de Mundarakht contam que, quando regressavam a casa, depois de terem fugido para as montanhas quando se intensificaram os combates entre as forças governamentais e os talibãs, o grupo islamista tinha saqueado as casas e estava à espera da população. Separadamente, alguns homens que passaram por Mundarakht a caminho de casa para a sua aldeia foram também capturados.

A Secretária-Geral da Amnistia, afirma que a brutalidade a sangue frio destas mortes é uma recordação do passado dos Talibãs, e um indicador assustador do que o regime taliban pode trazer.

Pedro Neto, diretor executivo da Amnistia Internacional em Portugal, diz que este relatório é apenas uma amostra do que está a acontecer no Afeganistão.

O diretor executivo da Amnistia Internacional defende que o que está a acontecer no Afeganistão é um crime de guerra.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de