Como vão ser os exames? Ministro explica e alarga almoços ao escalão B

Entrevistado no Fórum TSF, Tiago Brandão Rodrigues anuncia que os estudantes do escalão B vão poder almoçar nas escolas.

O caso preocupa alunos e pais: como vão ser os exames do 11º e 12º ano, neste ano escolar atípico, em tempos de estado de emergência?

No Fórum TSF, o ministro da Educação explica que "por exemplo, os alunos poderão escolher responder a oito de dez itens," tendo de declarar quais foram os oito que escolheram.

"Isso permitirá haver alguma margem de manobra para que se algum aluno entender que alguma da matéria não foi consolidada não seja prejudicado,"explica Tiago Brandão Rodrigues.

Ou seja, os alunos irão responder "a um número de itens que naturalmente terão um valor concreto aproximado e isso será trabalhado pelo Instituto de Avaliação Educativa", adianta o ministro da Educação.

"É uma aproximação, não é a situação ideal mas permite mitigar constrangimentos que existam", considera o responsável pelo ministério da Educação ouvido na TSF.

Tiago Brandão Rodrigues anunciou ainda que os estudantes do escalão B vão ter direito a refeições diárias nas escolas, hoje apenas disponíveis para alunos de famílias com menores rendimentos. O ministro da Educação lembra que nesta altura "são servidas por dia cerca de 10 mil refeições" nas escolas e que essa é "muitas vezes, a única refeição" para os alunos.

Questionado sobre se poderá existir contratação de professores no próximo ano letivo, o ministro da Educação responde que "é importante avaliar em cada momento a necessidade de contratar ou não" lembrando que sempre que é necessário substituir um docente, essa substituição é feita "num prazo de 15 dias", na maior parte dos casos.

O Governo admite que o tempo é de incerteza mas garante que tentou imprimir "a maior previsibilidade possível", sublinhando Tiago Brandão Rodrigues que "as escolas têm vindo a adaptar-se de forma notável" à nova realidade provocada pela Covid-19, com "progressos têm sido muito significativos", a cada dia que passa.

Quando acontecer o regresso às aulas presenciais, o ministro da Educação garante que "serão adotadas todas as cautelas", com a desinfeção dos estabelecimentos e o uso obrigatório de máscaras.

O ministro admite também que está em estudo a possibilidade aos alunos de as aulas presenciais não serem obrigatórias, ou seja, de que as faltas sejam justificadas.

"Todas as outras condições para nos acomodarmos na escola terão de ser pensadas e equacionadas para o momento em concreto", explica Tiago Brandão Rodrigues,

Telescola: Professores serão "a referência"

Na véspera do arranque da telescola, o ministro da Educação garante que as escolas receberam "orientações claras" e sublinha que os professores vão continuar a ser "a ser a figura de referência para os seus alunos".

Questionado sobre o facto de as aulas via telescola estarem concentradas num único canal, Tiago Brandão Rodrigues defende que se existissem vários canais com telescola para diferentes níveis de ensino isso poderia prejudicar as famílias "com mais do que uma criança ou jovem em idade escolar". Por exemplo, se só existisse apenas uma televisão e sem a funcionalidade de "puxar atrás", uma das crianças perderia a oportunidade de aprender através da telescola.

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