Comunicação social: "Grupos privados com apoios públicos devem ser auditados"

Em entrevista à TSF, Catarina Martins manifestou preocupação pela situação de lay-off em grupos privados de comunicação social:"É preciso manter postos de trabalho e jornalismo sério".

Em entrevista à TSF, Catarina Martins manifestou preocupação pela situação de lay-off em grupos privados de comunicação social:"É preciso manter postos de trabalho e jornalismo sério".

Catarina Martins defende que o momento é de "preservar os grupos de comunicação social" mas no futuro, haverá tempo para uma avaliação mesmo nos grupos privados que estão a receber apoios do Estado, como é o caso do Global Media Group (GMG).

"Estou na TSF onde há muitos trabalhadores em lay-off", começa por lembrar, em entrevista, a coordenadora do Bloco de Esquerda defendendo que "agora o essencial é manter postos de trabalho na comunicação social e jornalismo sério," para depois sugerir que a preservação dos grupos de comunicação social não é incompatível com uma avaliação da gestão desses órgãos.

"Precisamos de jornalismo e de comunicação social, acho que é essencial preservar-se o emprego e os grupos de comunicação social, sem prejuízo de termos de avaliar muito bem, no futuro, o conselho de administração da TSF e destes órgãos de comunicação social"

Questionada sobre como seria feita essa avaliação, uma vez que se trata de grupos privados, Catarina Martins respondeu que "sendo grupos privados de comunicação social que estão a usar dinheiro público, neste momento podem, com certeza, ser auditados e avaliados".

O Global Media Group (GMG), que detém títulos como a TSF, o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias, O Jogo, o Dinheiro Vivo, entre outros meios, aderiu ao regime de lay-off em finais de abril, numa decisão justificada pela administração, como forma de "defender" a sustentabilidade e os "quase 700 postos de trabalho diretos".

* Entrevista TSF a Catarina Martins conduzida por Anselmo Crespo

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