Costa no Porto: a história de uma arruada que mais parecia uma procissão

A cidade de São João hoje deu lugar a outro Santo... António. Na maior arruada socialista da campanha, até agora, António Costa andou pela Rua de Santa Catarina acompanhado por centenas de pessoas.

A arruada no Porto tornou-se numa procissão de António Costa. O líder socialista chegou à Praça da Batalha, para onde estava marcado o início da arruada, e foi recebido numa autêntica confusão, uma (quase) batalha.

Centenas de pessoas tentavam 'furar' a segurança e aproximar-se do líder do PS, mas durante vários metros tornou-se impossível alcançar António Costa e nem o secretário-geral socialista conseguiu fazer as normais aproximações ao comércio local.

A caravana socialista foi avançando lentamente - muito lentamente - e Costa começava a ganhar algum espaço. Os cantos surgiam, umas vezes tímidos, outras vezes convictos, mas as bandeiras enchiam a rua da Invicta. Pediam-se beijinhos e abraços ao líder socialista.

Olga Carvalho conseguiu furar a bolha "graças às meninas das camisolas amarelas". Não estão vestidas assim por estarem em primeiro lugar numa prova de ciclismo, mas sim por pertenceram à Juventude Socialista. Carregam o nome da 'jota' do PS nas camisolas, estão por todo o lado e vão distribuindo panfletos, lápis e até sacos de pano - não fosse o tema das alterações climáticas um dos focos de Costa durante a campanha.

Prosseguimos caminho, Aurélia Costa também conseguiu o que parecia impossível no meio de tanta gente: um beijinho do secretário-geral do PS. "Deixem passar, deixem passar", atirava o líder do PS, já de braços abertos. Depois do cumprimento, não há dúvidas, o voto vai para o PS, quer uma maioria absoluta, mas "a "Geringonça" foi boa e se for preciso é para repetir".

Já bem no fim da arruada segue Augusto - só Augusto, prefere assim, até porque, no meio de socialistas, admite que vai votar no Bloco de Esquerda. É um "voto útil" para a "Geringonça". Vota sempre à esquerda, não se recorda de alguma vez votar PS, mas tem o voto decidido. "Catarina Martins é a melhor nos debate, fez um bom trabalho e vou votar nela", justifica.

Pelo meio da Rua de Santa Catarina, os lesados do BES manifestavam-se e queriam a atenção do líder socialista, por acusarem o PS de ser o "único partido que não os recebe". "Gatunos, estamos fartos de mentiras, mentirosos", ouvia-se entre gritos de socialistas.

Os lesados não conseguiram o objetivo e Pardal Henriques, a cara conhecida da greve dos motoristas, defendeu-os, mostrando solidariedade e referindo que Costa devia ouvir os lesados e "não mandar a polícia para cima deles".

E mesmo no fim da arruada, quando parecia que Costa ia satisfazer as centenas de pessoas que o seguiam, o líder socialista subiu a um palanque que estava montado, dirigiu meia dúzia de palavras, agradeceu ao Porto e seguiu caminho. Poucos metros depois, um carro esperava Costa na rua Fernandes Tomás. Era o fim da maior arruada socialista da campanha eleitoral, pelo menos até ao dia de hoje.

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