Costa responde a críticas a Temido: "Assumo toda a responsabilidade"

"Até que provem o contrário, sou eu quem escolhe os membros do Governo", disse António Costa, respondendo às críticas do líder parlamentar Paulo Mota Pinto à ministra da Saúde.

O primeiro-ministro assumiu esta quarta-feira, no Parlamento, "toda a responsabilidade política" por tudo o que acontece no Governo, numa altura em que a ministra da Saúde está debaixo de fogo devido à crise na saúde.

"Até que provem o contrário, sou eu quem escolhe os membros do Governo e assumo toda a responsabilidade", afirmou António Costa, no debate de política geral, na Assembleia da República, em resposta ao líder parlamentar do PSD, Paulo Mota Pinto, que perguntou o "que será preciso" para a demissão de Marta Temido.

Na intervenção de abertura do debate, o social-democrata lembrou as palavras de Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS, que assumiu que o país "já não tem confiança na ministra da Saúde".

Mota Pinto argumentou que, de acordo com um estudo recente, "há duas áreas que precisam de reformas estruturais, a saúde e a justiça", criticando o Governo por "não mostrar abertura para fazer reformas".

Paulo Mota Pinto afirmou também que "os utentes vão continuar a sair do Serviço Nacional de Saúde, que ficará apenas para os mais pobres". "É preciso evitar isto", apontou. Antes, o líder da bancada parlamentar lembrou que o primeiro-ministro está no Governo "há sete anos". Ou seja, "os problemas têm uma raiz comum", atirou, acusando ainda o Executivo socialista de terminar as parcerias público-privadas, como em Braga, "apenas por capricho ideológico".

Prolongamento do cabaz alimentar

Já em resposta ao deputado André Ventura, líder do Chega, Costa reiterou a confiança na ministra da Saúde: "Num tom mais exaltado repetiu a pergunta que fez o deputado Paulo Mota Pinto. Por respeito à bancada não vou repetir a resposta."

Num momento em que o líder do Chega questionava o primeiro-ministro sobre o aumento dos preços dos bens essenciais, o chefe do Executivo aproveitou para anunciar que o Conselho de Ministros vai aprovar esta quinta-feira o prolongamento do cabaz alimentar, que vigorará por mais três meses, com mais 60 euros a serem pagos às famílias."A medida abrangerá cerca de um milhão de famílias", antecipou.

António Costa argumentou ainda que o Governo já investiu 1,3 mil milhões de euros em apoios para combater a inflação, que tanto acelerou como consequência da guerra.

*com Cátia Carmo e Francisco Nascimento

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