Escolta a Joacine. AR diz que GNR "só pode intervir quando estiver em causa segurança" de deputados

O secretário-geral da Assembleia da República foi questionado por Ferro Rodrigues sobre o caso da escolta de Joacine. Os elementos da GNR "só podem intervir quando estiver em causa a segurança dos senhores deputados", disse Albino Azevedo Soares.

A secretaria-geral da Assembleia da República esclareceu esta quarta-feira que os oficiais da guarda do palácio só podem acompanhar os deputados quando estiver em causa a sua segurança.

O presidente da Assembleia da República pediu à secretaria-geral desse órgão de representatividade para que apurasse o que aconteceu na terça-feira no caso da escolta de Joacine Katar Moreira, e Albino de Azevedo Soares manifestou que a escolta a Joacine não deveria ter acontecido. Na perspetiva do secretário-geral da Assembleia da República, tal não se justifica já que não estava em causa a integridade física da deputada.

Albino Azevedo Soares, que tratou de conversar com o agente que na terça-feira escoltou Joacine, conta que o chefe de gabinete da deputada do Livre pediu que esta fosse acompanhada por um elemento da força de segurança. O agente da GNR foi ainda instruído a dar indicação aos jornalistas de que a deputada não queria prestar declarações.

Azevedo Soares reproduziu o que lhe foi relatado pelos serviços de segurança da Assembleia: Joacine Katar Moreira estava a dar uma entrevista à televisão do Qatar Al-Jazira nos Passos Perdidos da AR e apercebeu-se que vários jornalistas portugueses estavam à sua espera.

Como não pretendia fazer declarações aos jornalistas portugueses, o assessor de Joacine "pediu ao serviço de segurança para acompanhar a deputada" porque esta não queria fazer declarações aos jornalistas portugueses. Um graduado da GNR foi então "destacado para acompanhar" Joacine até à saída do palácio, relatou.

Albino Azevedo Soares disse à Lusa que uma situação semelhante "nunca se verificou".

A deputada do Livre tem estado envolvida em várias polémicas depois de se ter abstido num voto de condenação da ocupação israelita em Gaza e de ter, aparentemente, falhado o prazo estabelecido pelo Parlamento para a entrada de projeto de lei da nacionalidade do Livre, uma das bandeiras do partido.

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