Governo prevê 4000 casos diários e 800 internados em duas semanas

Marta Temido apela ao cumprimento das regras e teme que "corremos o risco de não conseguir parar uma evolução da transmissão da doença".

O Governo estima que, no pior cenário, dentro de quinze dias o número de novas infeções por Covid-19 seja o dobro do que se regista agora. O boletim da Direção-Geral da Saúde assinalou esta segunda-feira quase 1500 novos casos.

Em entrevista à TVI, a ministra da Saúde, pôs em cima da mesa aquela que será a previsão mais pessimista do Governo. "Temos estimativas que vão até meados de julho e que nos colocam já no número de novos casos para lá dos 4000 e com um número de internamentos para lá de 800 e em cuidados intensivos para lá dos 150", disse Marta Temido.

Nesta entrevista, a governante destacou a importância para acelerar a campanha de vacinação em curso. "É absolutamente necessário que façamos o esforço que temos estado a fazer com a vacinação, daí esta aposta de, nesta e nas próximas semanas, vacinar a um ritmo que pode pôr em causa a logística do processo", explicou.

Nas últimas semanas, Portugal ultrapassou em várias regiões os 240 casos por 100 mil habitantes, devido ao crescimento de novos casos. Esta subida deve-se, sobretudo, ao aumento da incidência da variante Delta.

Vacinação abaixo dos 18 anos arranca em finais de agosto

Os menores de 18 anos vão começar a ser vacinados na última semana de agosto. "Aquilo que nós estimamos é seguirmos este plano que temos e com as quantidades de vacinas a continuarem a chegarem-nos conseguirmos abrir na última semana de agosto vacinação para os menos de 18 [anos]", adiantou Marta Temido.

De acordo com a governante, a vacinação nos menores de 18 só será possível só se forem cumpridos os planos de vacinação. "Neste momento, sabemos qual é o nosso contexto. Temos uma vacina que já tem uma indicação clara para os mais de 16 anos, temos um plano de vacinação que vai até aos 18 anos e continuamos apostados em proteger aqueles que são mais vulneráveis à doença grave e ao internamento", afirmou, ressalvando que o início do ano letivo não está em causa.

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