Lei de Bases da Saúde: "É preciso que haja adultos na sala"

Francisco Louçã nota uma inversão na posição do PS e desafia os socialistas a mostrarem ao eleitorado como querem "construir maiorias no futuro".

No programa da TSF Pares da República, Francisco Louçã leu na proposta hoje apresentada pelo grupo parlamentar do PS liderado por Carlos César, um sinal de que "o PS não quer nenhum compromisso".

"É preciso que haja adultos na sala e é preciso que haja um compromisso que permita estabelecer a lei com o quadro genérico e trabalhar sobre o que vem a seguir", desafiou o antigo dirigente do Bloco de Esquerda que detalhou a tarefa que considera colocar-se perante o PS, em relação à Lei de Bases da Saúde.

"Trabalhar sobre o programa para a Saúde para a próxima legislatura, para os próximos quatro anos, e impedir que uma divergência tão essencial bloqueie esse processo".

Na leitura de Francisco Louçã, os partidos devem apresentar a proposta aos eleitores "em vez desta teimosia que, aparentemente, hoje o PS está consagrar com a recusa de fazer qualquer compromisso com os partidos com quem tem vindo a discutir".

E se o PS insistir em manter a possibilidade de novas parcerias público-privadas (PPP's).na gestão de hospitais, Louçã defendeu que, nesse caso, o entendimento "natural" será com os partidos de direita: "Não pode pedir o voto aos partidos que não querem que elas existam".

"Seria uma forma de clarificação política", considerou Francisco Louçã que aproveitou ainda para criticar o "jogo muito desagradável" do PS ter dado a entender que seria o Bloco de Esquerda "o único obstáculo" à aprovação de uma proposta de Lei de Bases da Saúde que incluísse as PPP's.

"Jerónimo de Sousa até veio dizer que as PPP's não eram o alfa e o omega da Lei de Bases", recordou Louçã para defender que "os partidos devem dizer o que querem".

Para Manuela Ferreira Leite, outra das vozes do Pares da República, não é a lei de Bases que vai resolver os problemas na área da Saúde.

"Será que alguém pensa que o problema da Saúde se resolve com a Lei de Bases?", questionou a antiga líder do PSD para quem "o problema do SNS tem a ver com falta de dinheiro que se verifica a muitos anos".

"Insistir na necessidade de alteração de uma Lei de Bases em véspera de eleições só pode ser uma questão política, não pode ser uma questão séria" criticou Ferreira Leite considerando que importante seria o consenso entre os agentes políticos sobre "as restrições e a quebra de investimento neste setor, que devia ser uma exceção".

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