Número 1 do PSD por Lisboa quer Estado a construir casas e a limitar vistos gold

O que defende Filipa Roseta, a candidata que sucede a Passos Coelho na lista do PSD por Lisboa?

Muito surpreendida, mas honrada, nomeadamente por suceder a Passos Coelho, o homem, como sublinha, que "disse não a Ricardo Salgado". É assim que Filipa Roseta, um nome até aqui desconhecido para muitos, reage à escolha para número 1 na lista do PSD para o distrito de Lisboa nas próximas eleições legislativas.

"Não estava mesmo com isto no horizonte, mas é uma coisa que não se pode recusar mesmo sendo difícil, mas tem de se aproveitar para falar das grandes coisas que este país precisa e que o Governo não está a fazer", afirma à TSF.

Filha da histórica deputada Helena Roseta, que como Filipa faz questão de recordar incluiu, quando fez parte da Assembleia Constituinte, com 26 anos, o "direito à habitação" na Constituição da República Portuguesa, a habitação será uma das prioridades da futura nova deputada.

Filipa Roseta admite a influência da mãe mesmo tendo um "caminho diferente" - recorde-se que Helena Roseta começou por ser deputada do PSD e é hoje eleita nas listas do PS.

As propostas da arquiteta e investigadora sobre habitação e cidades

Arquiteta, tal como a mãe, Filipa Roseta é hoje vereadora da Câmara de Cascais com o pelouro da habitação, depois de ter estudado muito o fenómeno na universidade e na tese de doutoramento onde, como explica, tentou perceber "como é que a cidade se desenha com o drama de conseguir construir sem destruir o planeta".

Quando é questionada sobre as prioridades que terá no Parlamento, a futura deputada responde rapidamente: combate à corrupção, defender uma educação dos 0 aos 100 anos (a formação ao longo da vida) e novas políticas de habitação.

Filipa Roseta explica que pelo que estudou percebeu que é sempre assim desde 1820, "nos primórdios do capitalismo: alturas de crédito fácil com juros baixos geram negócios imobiliários e subida dos preços da habitação", como hoje se vê em Portugal com valores que "expulsam" as pessoas das cidades.

Se tiver de destacar uma bandeira, Filipa Roseta opta mesmo pela habitação e diz que, tal como a mãe, segue o lema dos históricos arquitetos Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, que também lutaram pelo direito "à habitação para o maior número".

Questionada sobre propostas para resolver as enormes dificuldades que as pessoas comuns têm hoje para comprar casa, a militante do PSD explica que defende aquilo que está a desenvolver em Cascais. Ou seja, "fazer uma construção pública que não seja apenas social mas também acessível para os mais jovens".

"As câmaras que têm pressão imobiliária são as mesmas que têm alguma folga orçamental devido precisamente a essa pressão, sendo preciso aproveitar toda essa folga para construir fogos para arrendar a casais jovens que estão a ser empurrados para fora do mercado com preços incomportáveis, num programa que em Cascais é todo público, ao contrário do que acontece no município de Lisboa", afirma.

Além de casas públicas, a número 1 da lista para Lisboa do PSD apresenta uma segunda proposta: uma rede ferroviária que ligue bem as capitais de distrito, tirando assim a pressão imobiliária dos grandes centros.

Finalmente, Filipa Roseta faz uma terceira proposta: acabar com a atribuição de vistos gold a quem investe em áreas metropolitanas, dando-os apenas a quem investe no Interior do país.

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