José Manuel Bolieiro cita Sá Carneiro e reconhece "exigente missão" nos Açores

Bolieiro garante que a novo Governo açoriano tem "orientação programática plural, que respeita" o hemiciclo açoriano.

O novo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, tomou posse na Assembleia Legislativa Regional e, citando Sá Carneiro, reconheceu a "exigente missão" que tem pela frente.

"Medimos os desafios a enfrentar e sentimos a impaciência acumulada nos anos passados que sobre nós pode desabar. Mas não tememos os riscos, nem receamos a esperança. A força forja-se na luta, a firmeza no combate pelos princípios, a coragem no enfrentar da crise", declarou o social-democrata, citando uma frase de Francisco Sá Carneiro, antigo primeiro-ministro de Portugal e histórico líder do PSD, que liderou o país, acrescentando: "Em tempos muito complexos, social e economicamente, mas também politicamente".

E prosseguiu o novo chefe do executivo regional: "É com profundo e convicto sentido cívico de responsabilidade democrática, ao serviço dos Açores e da nossa autonomia política, que assumo esta muito exigente missão de liderar o XIII Governo dos Açores, resultante do quadro político e parlamentar atual".

O executivo, de coligação e com acordos parlamentares, é "feito pelo e no Parlamento" e tem uma "orientação programática plural, que respeita proporcionalmente" a composição do hemiciclo açoriano, acrescentou.

O novo Governo Regional dos Açores, que integra PSD, CDS-PP e PPM e é presidido pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, tomou hoje posse perante a Assembleia Legislativa da região.

Agora, com a entrada em funções, o novo executivo tem até 10 dias para entregar à Assembleia Legislativa o programa de Governo.

O PS venceu as eleições legislativas regionais, no dia 25 de outubro, mas perdeu a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal (IL).

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