Mais apoio e menos burocracia. PCP quer Governo a ajudar os pequenos empresários

O PCP vai entregar quatro propostas e um projeto de lei para que o Governo adote medidas para auxiliar as pequenas e médias empresas.

Depois de ouvir as queixas dos pequenos e médios empresários, o PCP recomenda ao Governo que avance com medidas como a redução de renda, a suspensão de contratos de telecomunicações e a garantia de que os apoios chegam às pequenas e médias empresas.

São medidas que têm sido motivo de conversa entre o PCP e o Governo. Os comunistas propõem, por exemplo, que seja possível suspender, sem penalização, os contratos de telecomunicações enquanto as empresas estão fechadas.

Em declarações à TSF, o deputado Bruno Dias pede urgência e rapidez, e explica que o apoio no pagamento das rendas também tem de ser alargado a todos.

"O apoio deve-se aplicar a todas as pequenas e médias empresas, incluindo empresários em nome individual, mesmo com contabilidade simplificada e sem trabalhadores a cargo. Deve-se acabar com as exceções que estão hoje em vigor", aponta.

Os comunistas querem que o Governo mantenha abertos todos os setores essenciais, para evitar concorrência desleal. "Avaliando os setores e atividade de bens e serviços que respondem a necessidade e bens essenciais, que foram encerrados por decreto. Pode-se propiciar uma espécie de concorrência desleal de quem está com a porta aberta e vende esses mesmos serviços", explica.

E para pedir apoios, a tecnologia tem sido um obstáculo. O partido defende que o processo deve ser simplificado, de forma a eliminar a burocracia.

"Há uma enorme dificuldade em comunicar com a administração, com todos os portais na internet. Mesmo quando a tecnologia vem ao barulho, parece ser mais um obstáculo do que uma solução", lamenta.

O PCP sugere, por isso, a criação de uma rede de contacto e apoio para os empresários, tendo em vista a eliminação do problema.

Os comunistas voltam a apelar a um desconfinamento da economia. Bruno Dias lembra, tal como Jerónimo de Sousa já afirmou, que não se pode passar do medo de morrer, para o medo de viver.

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