Mais investimento. Costa garante interesse de empresas estrangeiras em Portugal

Não só se vai manter o que está planeado, como já há mais investimento estrangeiro sinalizado. Primeiro-ministro garante, em entrevista a um podcast do PS, que investimento público em Portugal também é para manter apesar do coronavírus.

"Boa notícia". É o próprio primeiro-ministro quem o pronuncia antes de garantir que o investimento estrangeiro no país que já estava previsto vai manter-se e que há mesmo empresas a sinalizar o interesse em investir em Portugal.

Numa entrevista ao podcast "Política com Palavra" do próprio Partido Socialista, António Costa garante que "todas as intenções de investimento direto estrangeiro que tínhamos em carteira têm reafirmado a sua intenção de investir". "Temos tido até a sinalização de interesse de novas empresas virem a investir em Portugal", completa o primeiro-ministro.

Sem detalhar os setores de atividade - são "diversos" -, António Costa destaca o caso da "área industrial".

"Muitas daquelas empresas que estavam dependentes do fornecimento de componentes que vinham do extremo oriente e que paralisaram porque deixaram de ter a sua cadeia de fornecimento a funcionar, perceberam que precisavam de uma cadeia de fornecimento mais curta onde o risco de disrupção é menor", sublinha.

"Empresas que tinham deslocalizado a sua atividade para o extremo oriente ou que tinham deixado de produzir certos produtos porque achavam que não tinham valor e tinham deixado de exercer essa atividade, percebem que temos de retomar a produção dessa atividade na Europa e Portugal tem ótimas condições", destaca o primeiro-ministro nesta entrevista conduzida pelo jornalista Filipe Santos Costa.

Investimento público inalterado

António Costa deixa ainda uma outra garantia relacionada com investimento, mas desta vez com aquele que consta do Orçamento do Estado para 2020: vai manter-se.

"Só este ano o Orçamento do Estado prevê um aumento de 20% do investimento...", diz António Costa quando confrontado pelo jornalista que era essa a previsão numa situação de "normalidade". No entanto, o primeiro-ministro é claro: "Estava previsto e está mantido!"

Como exemplo, o primeiro-ministro sublinha que já foi assinado o contrato da linha do Metro de Lisboa e da expansão do Metro do Porto e que o governo está a adotar medidas para acelerar a execução do programa Ferrovia2020, "designadamente agilizando a contratação de técnicos e de projetos de engenharia para a Infraestruturas de Portugal poder lançar quer as obras de rodovia, quer as de ferrovia que estão em atraso".

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