Marcelo confirma que avisou bispo José Ornelas após ter enviado denúncia à PGR

O Presidente da República afirma que a denúncia foi enviada a 6 de setembro e o contacto com D. José Ornelas aconteceu a 24 de setembro.

O Presidente da República confirmou, esta terça-feira, que avisou D. José Ornelas sobre envio de denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR).

"A Presidência da República enviou à Procuradoria-Geral da República, no dia 6 de setembro, uma denúncia envolvendo, nomeadamente, D. José Ornelas. Depois dessa data, a Presidência da República foi contactada por vários Órgãos de Comunicação Social, para confirmar tal envio, o que naturalmente confirmou. A 24 de setembro, o Presidente da República confirmou a D. José Ornelas esse envio, já depois de este ter sido contactado pela Comunicação Social sobre este assunto", explica a Presidência da República numa nota publicada no site oficial.

Na segunda-feira, numa entrevista à CNN Portugal, D. José Ornelas contou que Marcelo Rebelo de Sousa lhe telefonou para o informar de que tinha enviado para à Procuradoria-Geral da República uma denúncia de alegado encobrimento a abusos sexuais cometidos num orfanato em Moçambique, em 2011.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa assumiu que foram abafados casos de abusos sexuais de menores na igreja católica e confessou uma "tristeza muito grande" por ver envolvido o nome de Ximenes Belo.

Questionado, em entrevista na CNN Portugal, se assumia que "durante anos foram abafados casos" de abusos sexuais na igreja católica, o bispo da diocese de Leira-Fátima foi taxativo na resposta.

"Foram [abafados]. E isso não é bom", respondeu Dom José Ornelas.

A questão estava relacionada com as suspeitas que envolveram recentemente o bispo timorense, Dom Ximenes Belo, das quais Ornelas garantiu ter tido conhecimento apenas "nestes dias" e "com uma grande tristeza".

Na mesma entrevista ao canal de notícias por cabo, Dom José Ornelas, pediu ainda perdão às crianças vítimas de abusos sexuais por parte de padres da igreja católica e garantiu que os visados serão excluídos da igreja se forem condenados.

Dom José Ornelas assegurou ainda que os padres visados "serão excluídos do ministério da igreja se são condenados por pedofilia" e lembrou que "até lá têm sido retirados do ministério".

O Ministério Público (MP) confirmou no sábado estar a investigar o bispo D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, por alegado encobrimento de abusos sexuais, revelando que já houve uma investigação com possíveis ligações a este caso em 2011.

Além da investigação iniciada no final de setembro pelo DIAP de Lisboa, a PGR adiantou também que já existiu um inquérito em 2011 com possíveis ligações a este caso, mas remeteu mais informações para a consulta do respetivo processo.

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