Marcelo exigiria acordo escrito se Governo incluísse o Chega
Se acontecesse no Parlamento nacional o mesmo que aconteceu nos Açores, Marcelo não tem dúvidas: só com acordo escrito aceitaria uma geringonça de direita com o Chega.
Marcelo diz que que exigiria um acordo escrito se for reeleito e o Chega integrasse um acordo de governação no Palamento.
Esta manhã no Debate das Rádios, a propósito do acordo de governação entre os partidos da direita nos Açores, o recandidato a Belém diz que "o representante da República fez muito bem" em exigir um acordo escrito.
Por isso, compromete-se a fazer o mesmo se a questão se colocar no Parlamento nacional. Só não o fez com a 'geringonça' de esquerda de António Costa, em 2019, porque "não tinha dúvidas de constitucionalidade no apoio parlamentar das forças" políticas, justifica.
Nos Açores havia dúvidas, levantadas por promessas avançadas que davam ao governo regional poderes que eram da República, como acabar com o rendimento social de inserção, o que desapareceu "nos acordos celebrados "
"É evidente que a nível nacional, havendo dúvidas sobre, aí faz sentido haver acordos escritos se essa situação vier a acontecer", defende.
Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa defende que não se pode centrar o debate político no Chega. O crescimento de forças antidemocráticas "acontecerá mais depressa se as transformarmos em pólo central da vida política, o que não pode ser", reforça
Esta é "uma matéria de bom-senso", nota o ainda Presidente da República. "É preciso relativizar o que tem de ser relativizado" e não dar demasiado protagonismo a "figuras laterais que querem ser centrais".
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