Marcelo não renova. Estado de emergência acaba "no dia 2 à meia-noite"

Presidente da República pede controlo e lembra que "o fim do estado de emergência não é o fim do surto".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confirmou esta terça-feira que não vai renovar o estado de emergência em Portugal depois do dia 2 de maio, adiantando que a próxima fase de combate à Covid-19 vai ser de "controlo".

Depois da reunião quinzenal no Infarmed que reúne as principais figuras do Estado, líderes políticos e comunidade científica, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que a ideia para os próximos tempos "já não é a do fechamento e utilização de um instrumento drástico e radical". Por isso, o estado de emergência "cessará a sua vigência no dia 2 à meia-noite".

"Espera-se não ser necessário, no futuro, recorrer novamente ao estado de emergência", reforçou o Presidente da República, pedindo a noção de que "a contenção e controlo da situação continuam a ser importantes", algo que elegeu como a "chave do êxito desta terceira fase".

"O fim do estado de emergência não é o fim do surto"

Para decidir as medidas que vão vigorar nas próximas semanas, o Governo vai agora reunir com representantes de vários setores, partidos políticos e com o Presidente da República.

Questionado sobre se teme uma saída às ruas em massa por parte dos portugueses, o Presidente da República rejeitou a ideia, defendendo que os portugueses "estão muito lúcidos e têm mostrado isso".

"O fim do estado de emergência não é o fim do surto, o fim do estado de emergência não é o fim da necessidade de controlo, o fim do estado de emergência não é o fim da necessidade dos portugueses seguirem num percurso muito cívico", alertou, repetindo a ideia de que o "fechamento" é um instrumento radical.

A manutenção dessa medida causaria uma banalização, depreciação e "convidava ao desrespeito", pelo que Marcelo Rebelo de Sousa quis também sublinhar que "não há facilitismo", e, por isso, cada um dos "pequenos passos" para retomar a economia vai ser avaliado "permanentemente" por especialistas e políticos.

Já de olhos postos na "quarta fase", Marcelo Rebelo de Sousa espera ver nela a "aproximação do termo do surto".

Estão confirmadas 948 mortes devido à Covid-19 em Portugal, mais 20 nas últimas 24 horas.

Há ainda 292 novos casos de contágio, elevando para 24322 o número de pessoas infetadas pela doença, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

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