Marcelo em primeiro. Marisa recupera e ameaça terceiro lugar de Ventura

Ana Gomes perde um ponto, mas reforça o apoio junto do PS. Marisa Matias sobe 1,2 pp e está a décimas de André Ventura. João Ferreira e Tiago Mayan recuperam. Marcelo (ainda não candidato) mantém-se acima dos 60%.

Se Marcelo Rebelo de Sousa desliza umas décimas (está com 62,1%), Ana Gomes também perde quase um ponto para os 16,3%, na sondagem de novembro da Aximage para TSF/JN.

No mês em que quase todos descem, destaca-se o ganho de Marisa Matias. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda cresce 1,2 pontos percentuais (pp) e regista agora 5,9% a 0,7 décimas do terceiro, que é André Ventura. O líder do Chega é um dos que desce (1 pp) e recolhe 6,6% de intenções de voto.

Em quinto, está João Ferreira, o candidato apoiado pela CDU, também recupera terreno, sobe meio ponto para os 2,1%.

E no fim da tabela, existem, este mês, duas ligeiras subidas: Tiago Mayan, o candidatado liberal sobe umas décimas para 1,5%, e Tino de Rans, consegue alcançar o patamar do 1%.

Analisando em detalhe as intenções de voto, Marcelo Rebelo de Sousa reforça o apoio junto do eleitorado socialista, mas Ana Gomes também ganha terreno junto dos eleitores que dizem votar no PS. A candidata recolhe ainda quase 25% de apoio entre aqueles que dizem votar no BE.

Já Marisa Matias recolhe apoio junto de quase 20% dos inquiridos que dizem votar no PCP. André Ventura, além dos eleitores do Chega, reúne votos junto de quem vota no PSD e sobretudo no CDS.

Marcelo Rebelo de Sousa, Ana Gomes e André Ventura são os únicos que recolhem apoios junto da classe socioeconómica mais baixa. Enquanto Marisa Matias e João Ferreira obtêm melhores resultados junto das classes mais altas (A/B).

Tanto André Ventura como Tiago Mayan registam resultados favoráveis junto dos inquiridos mais jovens (entre 18 e 34 anos).

Pandemia não trava o voto nas presidenciais

A pandemia não parece ser obstáculo ao voto, já que, entre aqueles que admitem votar, 89% garantem que o vão fazer, 8% remetem a decisão para janeiro e apenas 2% dizem que preferiam não votar se se mantiver o elevado número de infetados com Covid-19.

Questionados sobre a importância das eleições presidenciais, 53% atribuem "grande importância", 28% "média" e, para 6% dos inquiridos, estas eleições têm "pequena" importância, estão entre eles eleitores da CDU.

A menos de dois meses da escolha para Presidente, a julgar por esta sondagem, a abstenção (57,2%) surge acima daquela que foi registada em 2016 (48,6%).

Ficha técnica
A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF e o JN, com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre temas relacionados com as eleições presidenciais. O trabalho de campo decorreu entre os dias 23 e 26 de novembro de 2020. Foram recolhidas 647 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de 647 entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,90%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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