Matos Fernandes considera relatório do clima "muito preocupante"

Ministro do Ambiente garante que Portugal já está a investir na mitigação dos gases com efeito de estufa.

O ministro do Ambiente vê como muito preocupante o relatório do IPCC e sublinha que a cimeira do clima, agendada para novembro, em Glasgow, vai ser vital para delinear estratégias. João Pedro Matos Fernandes defende que é urgente mudar hábitos.

"Este relatório deixa muito claro que o ritmo do aquecimento e das suas consequências é ainda mais rápido do que aquilo que se previa. Por isso, o compromisso que Portugal assumiu, de ser neutro em carbono em 2050, e que a Europa acompanhou com a lei do clima, com igual data, é mesmo um compromisso que o mundo tem de assumir em Glasgow, em novembro. É absolutamente essencial perceber que a economia só pode crescer com os investimentos focados na sustentabilidade", explicou à TSF Matos Fernandes.

No que toca a Portugal, o ministro garante que Portugal já está a investir na mitigação dos gases com efeito de estufa.

"Trinta e oito por cento do PRR é todo ele focado na redução de gases de efeito estufa com grandes investimentos na mobilidade e com o programa que está agora aberto, que já conta com cerca de 17 mil candidaturas, para que as famílias tornem as suas casas mais eficientes. Quarenta por cento das emissões ainda estão nos edifícios. Temos de promover o mosaico na paisagem entre a floresta e a agricultura, ainda que de pequena dimensão", acrescentou o ministro do Ambiente.

O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) estima que o limiar do aquecimento global (de +1,5° centígrados) em comparação com o da era pré-industrial vai ser atingido em 2030, 10 anos antes do que tinha sido projetado anteriormente, "ameaçando a humanidade com novos desastres sem precedentes".

Entretanto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o relatório é um "alerta vermelho" que deve fazer soar os alarmes sobre as energias fósseis que "destroem o planeta".

O secretário-geral da ONU pede que nenhuma central de carvão seja construída depois 2021.

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