Mesquita Nunes pede eleições antecipadas no CDS

A atual direção, de acordo com Mesquita Nunes, "não foi capaz de liderar um projeto e uma estratégia" para o país e para o partido.

Adolfo Mesquita Nunes pede uma mudança de rumo no CDS. O antigo secretário de Estado do Turismo quer que o conselho do partido se reúna, para discutir a realização de um congresso eletivo, para eleger uma nova direção.

Num artigo de opinião no Observador, Mesquita Nunes sustenta que a crise de sobrevivência do CDS não vai ser resolvida com Francisco Rodrigues dos Santos.

"A consolidação dos novos partidos à direita, que estas eleições presidenciais vieram confirmar, só reforça a velocidade da erosão do CDS: um partido que não marca a agenda, que não se antecipa, que não passa a mensagem, que não se afirma como alternativa, que não é ouvido nem tido em conta, que parece conformado em caminhar para a irrelevância", escreve.

O antigo governante questiona se o partido quer "mudar de caminho enquanto é tempo ou seguir o caminho até aqui, mantendo tudo como está".

A atual direção, de acordo com Mesquita Nunes, "não foi capaz de liderar um projeto e uma estratégia". O mandato de Francisco Rodrigues dos Santos termina daqui a um ano, mas o antigo secretário de Estado do Governo de Passos Coelho diz que em 2022 será tarde de mais.

"A crise de sobrevivência que o CDS hoje atravessa não conseguirá ser resolvida com esta direção. É claro, e por demais evidente, que esta direção tem total legitimidade para continuar em funções, tendo ganho um Congresso. Mas é para mim claro e evidente que daqui a um ano, quando o seu mandato terminar, será demasiado tarde para reagir, com os partidos emergentes a consolidar-se cheios de entusiasmo e o CDS a decair projetando uma imagem de erosão."

O militante centrista escreve que o Partido Socialista não tem oposição, e que é no espaço político do CDS que estão as respostas para os desafios do país.

O antigo governante assume que todos perdem se o CDS desaparecer, mas para que não aconteça, são precisos "novos protagonistas a quem o país reconheça competência e ambição".

"É esta a minha proposta, porque temos muito pouco tempo. Este meu apelo de mudança, e de mudança a tempo de podermos reagir e vencer, é um dever de consciência", explica.

Mesquita Nunes termina o texto dizendo que o partido "ainda vai a tempo".

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