Ministra da Justiça quer reforço do pessoal da área da reintegração social

Em Coimbra para assinalar o início do ano letivo, Catarina Sarmento e Castro disse querer dar "mais relevo" aos serviços de reinserção social. Atualmente há 2700 reclusos a estudar. Em Coimbra são cerca de 180.

Na visita que fez ao Estabelecimento Prisional de Coimbra, a ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, entrou de sala em sala, ressalvando aos reclusos a importância de aprender. A governante repetiu por várias vezes a ideia de que, cá fora, há muitas oportunidades de emprego. "Lá fora há trabalho no turismo. Muito.", lançou a ministra na turma do inglês.

Na cadeia de Coimbra, dos 568 reclusos, há 120 que estão a estudar, do ensino básico ao superior. O aluno mais velho tem cerca de 70 anos e está a frequentar o curso de História. Contam-se ainda cerca de 60 reclusos a receber formação profissional de dupla certificação.

Para Catarina Sarmento e Castro a aposta na formação é importante para todos, mas ganha especial relevo para os reclusos. "Estudar permite-nos a todos melhorar a nossa vida e termos uma perspetiva de futuro e encontrarmos um emprego que nos permita ter acesso a outras condições e, naturalmente, por maioria da razão, estudar permite também a quem está em reclusão poder pensar em termos de futuro. É estar no presente e com os olhos postos no futuro".

Segundo a governante, no total são 2700 reclusos a estudar.

Em Coimbra, a ministra mostrou a intenção de um reforço na área dos serviços de reinserção social ao qual disse querer "dar ainda mais relevo". "Queremos, de facto, apostar nessa área e também reforçar o pessoal na área da reintegração social".

Esta manhã, Catarina Sarmento e Castro reiterou o encerramento do Estabelecimento Prisional de Lisboa é uma prioridade. "Estamos determinados em fazê-lo. Não é uma coisa que consigamos de um dia para o outro, mas vamos fazê-lo".

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