Montenegro é candidato à liderança e defende-se da acusação no caso das viagens

Luís Montenegro considera que o "PS era batível" se houvesse outra estratégia de oposição no PSD. Sobre o facto de ter sido constituído arguido no caso das viagens pagas pela Galp ao Euro 2016, o ex-deputado social-democrata garante que "não cometeu qualquer crime".

Dez meses depois de ter desafiado o presidente do PSD a ir a eleições diretas, Montenegro finalmente quebra o silêncio e toma uma posição. Em entrevista à SIC, o antigo líder parlamentar anunciou que será candidato à liderança do partido nas próximas eleições diretas.

"Vou assumir as minhas responsabilidades, serei candidato nas próximas diretas", depois de ter comentado o resultado do PSD nas últimas legislativas. "O resultado que o PSD obteve no passado domingo foi um mau resultado e acontece na sequência de uma estratégia política que falhou, que já tinha sido evidenciada nas eleições europeias", criticou, acrescentando que o resultado do PSD "deixa pouco espaço para o partido se afirmar como alternativa política ao Governo do PS".

Perante este cenário, Luís Montenegro admitiu que "a sua reflexão tem muito tempo, era previsível, pelo rumo que o PSD tomou, o desaire eleitoral", defendendo que, Rui Rio tem agora a "obrigação de assumir as suas responsabilidades pelos resultados a que conduziu o PSD".

Num tom crítico sobre o que se sucedeu no partido nos últimos dois anos, sob a liderança de Rui Rio, Montenegro considerou que teria sido possível vencer as eleições, caso outra postura da oposição protagonizada pelo PSD.

"O PS era batível. O dr. António Costa era batível nestas eleições. Se tivéssemos tido uma estratégia de oposição firme, uma estratégia que tivesse assinalado os erros da governação. Se tivéssemos feito nos últimos dois anos, o que Rui Rio fez nas últimas três semanas", disse.

Sobre o futuro do PSD, Montenegro esclarecer que quer reposicionar o partido no centro-direita, preferencialmente com parcerias com "o CDS, o Iniciativa Liberal, o Aliança", mas sem André Ventura, um ex-social-democrata.

"O Chega não entra nestas contas, porque tem um programa político que é inconciliável com o nosso", garantiu.

De acordo com SIC, Luís Montenegro foi constituído arguido no caso das viagens pagas pela Galp ao Euro2016. Questionado sobre este assunto e se isso o pode condicionar a nível político, o ex-dirigente social-democrata disse que está de "consciência absolutamente tranquila e segura de que não cometi nenhum crime". "Não cometi nenhum crime e não vou deixar de exercer os meus direitos cívicos e políticos", assegurou.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de