"Não digo não ao CDS." Lobo d'Ávila abre portas ao futuro do partido

Num artigo de opinião publicado esta quinta-feira no jornal Público, o ex-deputado não afasta a possibilidade de uma candidatura à liderança do CDS.

O ex-deputado Filipe Lobo d'Ávila afirma, num artigo de opinião publicado esta quinta-feira no jornal Público , que não afasta a possibilidade de se candidatar à liderança do CDS. O potencial candidato à sucessão de Assunção Cristas começa por sublinhar que a estratégia do partido, nos últimos anos, não foi correta e que se esqueceu o essencial.

"Esqueceu que quando se dá primazia ao pragmatismo sem ideologia e identidade, nada somos. Esqueceu que a imagem não substitui a clareza das propostas. Esqueceu que Lisboa não é o país. E esqueceu que do outro lado lidava com António Costa", explica Filipe Lobo d'Ávila.

Para o ex-deputado há um longo caminho a percorrer no país, principalmente a nível fiscal, da saúde, segurança social, educação e a esquerda não tem interesse em encontrar soluções.

"Há um longo caminho a percorrer para preservar as famílias e, em particular, a classe média. Assiste-se hoje a um processo de esmagamento da classe média que é muito preocupante. O salário médio português não tem acompanhado a curva de normalização do salário mínimo", afirma Lobo d'Ávila.

Com vista a estes objetivos, o ex-deputado pretende construir um partido que não tenha receio em afirmar a sua identidade no espaço da direita democrática e moderada, incentive a liberdade individual e não hesite na defesa de um Estado respeitado na segurança.

"Defendo um CDS muito diferente. Um CDS disponível para mudar a sério também do ponto de vista interno. Na organização interna, na gestão financeira, na implantação territorial, na escolha direta dos seus candidatos a deputados, na procura de maior representatividade social e local, na alteração da sigla partidária, no funcionamento da secretaria-geral, na transparência dos procedimentos internos e na clareza dos procedimentos contratuais. Se for este o caminho, não serei eu a dizer não ao CDS", acrescenta Filipe Lobo d'Ávila.

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