"Não está em causa nem nunca esteve a nacionalização direta da TAP"

Carlos César garante que o Governo está a estudar outras medidas, mas não a nacionalização da companhia aérea portuguesa.

O reforço da posição da TAP está em cima da mesa, mas no programa Almoços Grátis, da TSF, Carlos César assegura que a nacionalização não está em causa e que não há qualquer divisão nas posições do Governo, depois de Pedro Nuno Santo ter dito que "se é o povo a pagar, tem de ser o povo a mandar" e de António Costa não ter comentado as declarações do ministro.

"Não conheço qualquer divisão no Governo sobre a análise que se faz em relação à TAP nem quanto à indagação do modelo na base do qual a TAP deverá ser apoiada. Não está em causa nem nunca esteve a nacionalização direta da TAP, estão em avaliação outras medidas", referiu o presidente do PS.

O socialista realça a importância de a Comissão Europeia emitir orientações comuns para o setor da aviação, quando alguns países já estão a apoiar as companhias aéreas nacionais. Sublinhando que "não há volta a dar" e que "tem de entrar dinheiro na empresa", Carlos César lembra que a "TAP tem problemas estruturais" e "problemas resultantes desta paragem".

Independentemente da forma como entra o dinheiro na empresa, o presidente do PS recorda que "não se viu nenhum acionista privado a chegar à frente" e que "os 350 milhões solicitados pouco adiantam para a perspetiva de aliviar um colapso próximo".

Já David Justino concorda com a necessidade de haver mecanismos de ajuda e de proteger a TAP de ficar numa situação desvantajosa em relação às outras companhias europeias, mas alerta para os riscos de nacionalização.

"Nacionalizar uma companhia que está praticamente perto da falência não é uma coisa que garanta que não são os meus impostos que depois vão pagar a viabilização da companhia", alerta o vice-presidente do PSD.

Contudo, realça, "se houver um aumento de capital para provisionar a empresa todos os acionistas deverão acompanhar, porque se não acompanharem isso tem implicações ao nível da distribuição do próprio capital". "Se o Estado injeta capital e aumenta a sua própria participação, isso vai-se traduzir numa posição maioritária e isso tem implicações ao nível da gestão", conclui.

*Programa Almoços Grátis moderado por Anselmo Crespo

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