"Não há gambozinos que caiam no saco." Rio rejeita bloco central

O presidente do PSD admite convergência com o PS em várias matérias mas rejeita um governo de bloco central.

Rui Rio responde com ironia à entrevista de António Costa à revista Visão, onde o primeiro-ministro refere que o bloco central é "um mito urbano" e que andar à sua procura é como "caçar gambozinos".

"É com um saco, no escuro, que se apanham os gambozinos", afirmou o líder do PSD, que salienta que "mesmo que andem a pedir o bloco central, de noite ou de dia, ele não cai no saco".

Perante a insistência dos jornalistas, e questionado sobre a sintonia entre PS e PSD em muitos assuntos, nomeadamente a concordância sobre o fim dos debates quinzenas no Parlamento, o presidente dos social-democratas admite essa convergência. Rio concorda que tem havido encontro entre os dois partidos em temas como a aprovação do Orçamento Suplementar ou na proposta do PSD de apoio aos sócios gerentes, em que o PS se absteve. "Para doutos comentadores, isso é o bloco central", satiriza.

No entanto, um governo de bloco central em que os dois partidos estejam simultaneamente no poder é uma hipótese afastada por Rui Rio.

"Se o conceito de bloco central é um governo com elementos do PSD e PS, independentemente do primeiro-ministro ser de um ou de outro partido, que é o que eu considero [como bloco central], não vejo qualquer necessidade", garante.

Rio lembra também que António Costa já deixou claro que "o Orçamento de Estado para 2021 vai ser preparado com Bloco de Esquerda e PCP".

Rui Rio falou aos jornalistas à saída de um encontro com profissionais de Saúde, em Portimão, onde defendeu a urgência de construir o Hospital Central do Algarve.

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