"Não temos um problema de sobrelotação nos comboios de Lisboa"

Pedro Nuno Santos respondeu às críticas dos utentes do setor dos transportes na região de Lisboa.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, considera que "não há, neste momento, um problema de sobrelotação nos comboios da Área Metropolitana de Lisboa (AML)". Em declarações aos jornalistas, o governante respondeu às críticas dos utentes que se queixam que as carruagens levam mais passageiros do que o permitido em tempo de pandemia.

O governante diz que o Executivo está ciente de que a pandemia acarreta novos constrangimentos. "Compreendemos que é necessário fazer o distanciamento social, mas também compreendemos que as pessoas precisam do transporte público. O que temos de fazer é cumprir as regras, como a utilização da máscara. Do lado do Governo, é necessário assegurar a limpeza diária dos comboios e, quando possível, mais do que uma vez."

O ministro das Infraestruturas adianta ainda que é "preciso trabalhar com a realidade dos factos e a verdade é que, neste momento, temos uma lotação na maioria esmagadora dos nossos comboios nas horas de ponta na AML abaixo dos 50%, ou mesmos dos 30%", reforçou Pedro Nuno Santos. Em 662 comboios que circulam na AML por dia, "só meia dúzia está a rondar os 2/3", pelo que não existe, neste momento, um problema de sobrelotação.

Pedro Nuno Santos recorda que a CP já tem 100% da oferta disponível. O Governo não tem, por enquanto, "capacidade e infraestruturas para aumentar o número de comboios em circulação".

Quanto a possíveis soluções, o ministro fala num ajuste de horários, o que poderá permitir uma maior disponibilidade de carruagens. Ainda assim, esse plano levará três meses para estar concluído.

"Nem toda a gente compreende, mas os horários da linha de Sintra têm de ser compatibilizados com os comboios que vem do Algarve, do Norte, com os comboios da Fertagus, com os transportes de mercadorias. Portanto, todos os horários vão ser afetados, este é um trabalho que demora algum tempo."

O ministro salienta ainda que, mesmo com uma mudança de horários, pode não ser viável aumentar o número de carruagens.

"As pessoas dependem do comboio para chegar ao local de trabalho, e nós não temos alternativas ao comboio. Todos compreendemos que um comboio transporta duas mil pessoas na linha de Sintra", aponta.

Na conferência de imprensa diária da Direção-Geral da Saúde, o secretário de Estado da Saúde adiantou, igualmente, que os transportes públicos, em média, têm tido uma taxa de ocupação entre os 40 e os 45%.

António Lacerda Sales destacou, por outro lado, o trabalho desenvolvido na limpeza dos transportes, com cerca de 700 profissionais.

Apesar das medidas apresentadas pelo Governo para fazer frente à pandemia na região de Lisboa e Vale do Tejo, muitos utentes afirmaram que, se o Executivo não tomar medidas para os transportes, o aumento do número de casos continuará a ser uma realidade, dada a proximidade dos passageiros nas carruagens.

Notícia atualizada às 15h33

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