"Não vinha mal ao mundo se não se tivesse comemorado o 1.º de Maio"

David Justino considera que não seria preocupante não se ter celebrado o 1.º de Maio.

As celebrações da CGTP no 1.º de Maio continuam a dar que falar e no programa Almoços Grátis, da TSF, David Justino comparou a data com o 25 de Abril e lembrou que neste caso as comemorações foram feitas de forma completamente diferente e apenas no Parlamento.

"Era de bom senso que não se fizesse [a celebração], não vinha mal ao mundo se não se tivesse comemorado o 1.º de Maio, tal como não se conseguiu celebrar como é habitual o 25 de Abril", apontou o vice-presidente do PSD. David Justino reconhece que as datas podem ter "uma importância diferente, nomeadamente para o movimento sindical", mas não vê como preocupante se não se tivesse celebrado.

David Justino prossegue as críticas, frisando que houve uma "dualidade de critérios" quando o ministro da Administração Interna "anuncia que foram presas pessoas por não terem respeitado" as normas do estado de emergência, mas na Alameda não se confirmou se eram apenas os dirigentes sindicais presentes.

O social-democrata diz mesmo que este 1.º de Maio teve "mais poder simbólico do que utilidade em relação à situação que vivemos" e causou um problema no "exemplo".

Apesar de recordar que as celebrações estavam previstas em decreto presidencial, Carlos César concorda que, se as regras foram "desrespeitadas", deviam sofrer "as mesmas consequências", mas admite que não sabe se houve fiscalização por parte das forças de segurança.

"Não atribuo grande importância ao que se passou, mas acho que aquela aglomeração tornou-se mesmo num ato socialmente distinto da situação que os portugueses tinham como limitada", frisou o presidente do PS.

*Programa Almoços Grátis moderado por Anselmo Crespo

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