"Ninguém dê o nosso apoio como adquirido." Festa de Ano Novo do CDS com 12 exigências para formar Governo

Privatizar a TAP, tornar a disciplina de "cidadania" optativa e "respeitar" a tauromaquia são algumas das exigências do partido.

Depois da "Ceia de Natal da Direita", que vulgarizou nas redes sociais, o CDS lança a "Ceia de Ano Novo", juntando à mesa Francisco Rodrigues dos Santos, Cecília Anacoreta Correia, José Ribeiro e Castro e outros candidatos do partido às legislativas. Na mensagem, os centristas lançam "as linhas azuis", ou seja, 12 exigências para pertencerem a um Governo de direita.

A primeira "exigência" do partido é a privatização da TAP, depois de o Governo ter injetado mais 536 milhões de euros na companhia aérea. "Não avançar com a eutanásia" ou "tornar a disciplina de "cidadania" optativa" são outras das propostas dos centristas.

Num vídeo com cerca de sete minutos, os candidatos às legislativas apresentam as "exigências", com o cabeça de lista por Santarém, Pedro Melo, a prometer "acabar com os ataques à tauromaquia" num futuro Governo, reduzindo o IVA para seis por cento.

"As entidades públicas vão deixar de ser proibidas de apoiar esta tradição cultural, vai voltar a haver respeito pela tauromaquia. As crianças, independentemente da idade, vão voltar a assistir a corridas de touros", disse Pedro Melo.

Já a José Ribeiro e Castro, antigo líder do CDS e número dois por Lisboa, coube exigir a já proclamada medida de uma "via verde da Saúde", "para que os doentes possam escolher livremente o hospital onde querem ser tratados".

No final do vídeo, Francisco Rodrigues dos Santos lembrou que, em pré-campanha eleitoral", muitos falam das "linhas vermelhas" para viabilizar governos ou orçamentos, mas "o CDS brinda com as linhas azuis da negociação do próximo Governo de direita para Portugal".

Numa mensagem para Rui Rio, presidente do PSD, Francisco Rodrigues dos Santos, é claro: "Que ninguém dê o nosso apoio como adquirido".

E sobre os que dizem que o "CDS vai acabar", o presidente centrista pede que "não deitem foguetes antes da festa, porque não haverá Governo de direita em Portugal sem o CDS".

Veja as 12 "exigências" do CDS para formar Governo à direita:

1 - Privatização imediata da TAP.

2 - Choque fiscal que diminua significativamente impostos sobre as empresas e as famílias.

3 - Não avançar com a Eutanásia.

4 - Combater verdadeiramente a corrupção, nomeadamente com a limitação de mandatos.

5 - Isenção total de impostos na aquisição de primeira habitação, de modo a permitir aos jovens começarem a sua vida o mais depressa possível.

6 - Tornar a disciplina de "Cidadania" optativa.

7 - Cheque-ensino que permita a liberdade de escolha na educação.

8 - Garantir o número de efetivos adequado, bem como todos os recursos necessários, para que as Forças Armadas e as Forças de Segurança possam cumprir o seu papel. 9 - Tornar o mundo rural um dos principais focos da governação, dado o papel imprescindível que representa para o país.

10 - Acabar com os ataques à tauromaquia, reduzindo o IVA para 6% bem como acabando com as restrições a quem pode ou não ver uma tourada.

11 - A criação da "Via Verde da Saúde" que venha trazer liberdade de escolha à área da saúde.

12 - Rejeição absoluta da Regionalização, aliada a uma forte descentralização para todo o país.

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