PCP insiste na renacionalização dos CTT e não deixa o banco de parte

Os comunistas apresentaram mais uma proposta para que o grupo CTT regresse ao setor público.

O PCP insiste na renacionalização dos CTT e apresentou um projeto de lei, esta sexta-feira, com o intuito de reverter a privatização terminada pelo governo de Passos Coelho, em 2014.

"É preciso travar esta espiral de degradação do serviço postal, colocar nos eixos a empresa e garantir que esteja, de facto, ao serviço da população, da economia, do desenvolvimento da coesão territorial, que deixe de haver este abandono das populações", começou por dizer Bruno Dias à TSF, enaltecendo que "isso significa que tem de haver uma gestão pública não para maximizar lucros privados, mas sim para salvaguardar o interesse das populações.

O comunista admite que a pandemia da Covid-19 veio agravar a situação e "demonstrar que é preciso mais investimento nos correios e não menos, mais trabalhadores ao serviço dos correios e da distribuição postal e não menos".

"Estamos numa etapa nova e mais grave de um processo de degradação que em detrás. Se era verdade que a questão do controlo e gestão pública e da defesa do serviço público já era um problema sério e incontornável, agora é mais ainda", realçou.

Questionado sobre o Banco CTT, Bruno Dias lembra casos como o do BPN e do BES diz que "não se pode aceitar que haja uma gestão tática de quem parte e reparte e fica com a melhor parte e a melhor parte fica para o privado". "Não pode ser, tem de haver uma gestão pública integrada que coloque a vertente do banco postal, mas que não deixe de salvaguardar o serviço público".

"O Banco CTT está a ser um instrumento para a tentativa de maximização do grupo, está a funcionar a partir de recursos que os CTT deviam colocar não na atividade financeira mas no serviço público local", concluiu o deputado comunista.

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