PCP vota contra OE2023 vê PS e direita afinados "pelo mesmo diapasão"

Paula Santos anunciou que o partido vai votar contra a proposta do Governo, porque "aprovado o orçamento mantêm-se os problemas e mantém-se a determinação do PCP em lutar pelas soluções".

O PCP defendeu esta sexta-feira que "no confronto entre trabalho e capital", PS e direita "afinam pelo mesmo diapasão" e avisou que as propostas apresentadas pelos comunistas no Orçamento "não ficam por aqui".

"No confronto entre trabalho e o capital, PS, PSD, CH e IL, afinam pelo mesmo diapasão: proteger os interesses e lucros dos grupos económicos à custa da degradação das condições de vida do povo", defendeu a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, no encerramento da discussão do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023).

Segundo o partido, que vai votar contra a proposta do Governo, "aprovado o orçamento mantêm-se os problemas e mantém-se a determinação do PCP em lutar pelas soluções".

"As nossas propostas não ficam por aqui. Vão fazer o seu caminho, estarão presentes na nossa iniciativa, mas também na luta dos trabalhadores, da juventude, dos pequenos empresários e agricultores, dos intelectuais, das forças de segurança que ontem aqui se manifestaram, dos trabalhadores da cultura, e mais tarde ou mais cedo vão construir uma vida melhor e um país mais desenvolvido", avisou.

Paula Santos salientou que "por muito que incomode alguns, os trabalhadores e o povo, contam e vão contar com o PCP".

Num discurso bastante crítico, Paula Santos atirou a praticamente todos os partidos, incluindo PAN e Livre (que se vão abster na votação), acusando estes partidos de se prestarem "novamente ao papel de caucionar as opções do PS, encharcando o orçamento com mais estudos e grupos de trabalho, próprios de quem não pretende resolver problema algum".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de