Por uma unha negra. PAN consegue evitar desaparecer do Parlamento

O PAN reduziu o grupo parlamentar de quatro deputados para uma deputada única, mas esquiva-se ao desaparecimento na Assembleia da República.

Uma sala silenciosa durante toda a noite, naquilo que parecia uma premonição do que seria o silenciamento do partido, prestes a ficar sem representantes na Assembleia da República, na legislatura que aí vem. O cenário mais tenebroso acabou por não se confirmar e, ainda que por uma unha negra, o PAN - Pessoas, Animais, Natureza não desaparece do Parlamento.

Foi até ao último minuto. A líder do partido, Inês Sousa Real, esperou mesmo até que todas as freguesias estivessem apuradas, para discursar... e a espera compensou. Era já perto da 1h00 da manhã quando chegou a redenção. O silêncio pesado na sala foi substituído por aplausos de alívio, quando se soube que Inês Sousa Real fora eleita pelo círculo de Lisboa.

Um final de noite agridoce - nunca se poderia ser feliz, tendo em conta que o partido passou de uma bancada parlamentar com quatro deputados a, agora, uma deputada única - na sede de campanha do PAN, montada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Se, em 2019, o PAN conseguiu eleger quatro deputados (dois por Lisboa, um pelo Porto e um por Setúbal), com 3,3% da votação - 174.511 votos -, desta feita foi menos de metade: 1,53% - 82.250 votos.

Inês Sousa Real admitiu que o desfecho não era o esperado e que a Comissão Política Nacional do partido tem agora de refletir sobre o resultado, deixando o futuro da sua liderança nas mãos dos "filiados" do PAN.

"É um mau resultado que assumimos e a direção terá de fazer a sua reflexão interna em relação àquilo que é a estratégia que queremos desenvolver para o futuro do partido, mas também para o futuro do país", declarou, garantindo que não está "agarrada a lugar nenhum".

Assumindo que além de um mau resultado para o PAN, os resultados destas legislativas são também "um mau resultado para a democracia", Inês Sousa Real lembrou os perigos da entrada do populismo no Parlamento e da nova maioria absoluta socialista.

"Uma maioria absoluta não é desejável para o país", atirou a líder do PAN, deixando a Costa um recado para não seguir "o caminho do alheamento e arredamento das demais forças políticas".

Agora sozinha no Parlamento, Inês Sousa Real declara que é com muita tristeza que a assume o mandato, mas, no final das contas, assegura que este "não é um fim para o partido"... apenas "um recomeço".

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