Pressões para não falar são mensagens que "andam por aí"

Em campanha no distrito de Aveiro, Assunção Cristas rejeitou alimentar polémicas sobre as mensagens de quem não quer Tancos nesta campanha.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, evitou hoje dizer quem lhe enviou mensagens para evitar o tema de Tancos na campanha para as legislativas de outubro, explicando que são mensagens que "andam por aí por todo o lado".

Um dia depois de ter dito, num jantar-comício em Albergaria-a-Velha, Aveiro, ter recebido mensagens a alertá-la para o "preço político" de falar no processo de Tancos, em que o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes foi acusado, Cristas foi confrontada várias vezes, pelos jornalistas para identificar de quem eram e o que diziam.

"Isso há muitas mensagens que andam por aí por todo lado. O que é importante é que cada partido possa dizer o que acha mais relevante", afirmou, no final de um passeio de bicicleta nos passadiços de Aveiro.

E se o que diz pode causar suspeitas sobre os potenciais autores dessas mensagens, do Presidente da República ao PS ou PSD e até ao próprio CDS, a líder centrista respondeu: "Podem tirar daí a ideia que eu não me estava a referir a ninguém em concreto nem a nenhuma mensagem em concreto."

"Aquilo que eu sinalizei foi que nós não aceitamos que nos digam o que devemos ou não dizer em campanha eleitoral direta ou indiretamente por ninguém. Nós fazemos as nossas escolhas. Achamos o tema de Tancos muito relevante e vamos continuar a trazê-lo", disse ainda.

Um dia depois de ter desafiado António Costa a dar explicações sobre o que sabia ou não do caso, Cristas sublinhou que continua "à espera das respostas do primeiro-ministro".

Por cinco vezes, os jornalistas pediram para identificar quem eram os autores das tais mensagens, mas a líder do CDs-PP deu a mesma resposta, com mais ou menos cambiantes.

"Estava a falar em geral, de um certo ambiente em geral que há coisas que se podem dizer e há outras que não se podem dizer. O CDS escolhe aquelas que quer dizer. Achamos o tema de Tancos muito relevante, como achamos o tema do território e aqui estamos num território que é uma grande riqueza, mas também tem fragilidades", afirmou.

A manhã de Assunção Cristas e do CDS começou cedo no mercado quinzenal de Oliveira do Hospital, onde já estavam as caravanas do PS e do PSD.

A líder do CDS-PP passou, cumprimentou, ouviu promessas de voto, mesmo de uma mulher que "era militante" e agora vota no CDS e a todos pediu que dessem força ao seu partido.

Sobre o PS e o Estado ouviu muitas queixas: o Estado "é um comedor, é um javali que lá está". E outra eleitora descreveu António Costa, líder do PS e primeiro-ministro, como "aquela cara de lobo que lá está [que] não serve para nada".

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