PS diz que Rio deitou fora "o banho de ética com o bebé lá dentro"

O comício do Partido Socialista em Viana do Castelo não teve o secretário-geral como protagonista. Numa noite em que Costa ignorou o caso de Tancos, foi o autarca de Caminha a sair em defesa do líder do PS num ataque direto a Rio.

O PS esteve esta sexta-feira em Viana do Castelo, numa noite que se tornou fria e que aqueceu com o discurso do presidente de Caminha. Miguel Alves trazia ataques a um Rui Rio que tentou criar "o seu bebé" e que o "deitou fora" junto com o banho de ética.

Em defesa do secretário-geral do PS, Miguel Alves acusa Rio de mudar de posição em de segunda para quarta-feira, "ainda com a mesma lua". "O presidente do PSD aproveitou uma oportunidade com todas as mãos, a propósito de uma acusação onde não consta o nome de António Costa, para atacar o nosso camarada", atirou durante o comício em Viana do Castelo.

Apesar de considerar que Rio "não teve vida fácil" dentro do PSD, isso "é lá com eles", diz, frisando que estão em causa "ataques por puro oportunismo".

"Em dois dias, entre banho ético e bebé, Rio - um homem que tinha a confiança e que tinha até a expectativa de milhares de portugueses - deitou fora o banho de ética com o bebé lá dentro. Não volta essa água esse rio. Foi o banho, foi o bebé e foi também o ataque de caráter que fez a António Costa que desmascarou aquela que era personalidade que se julgava fora da política", atirou.

O autarca que é um dos homens da confiança do secretário-geral do PS, desempenhou funções de adjunto de Costa quando era presidente da Câmara de Lisboa, fez o que o líder socialista não fez durante o comício: falar do caso de Tancos que continua a marcar a campanha.

Depois de Miguel Alves, Tiago Brandão Rodrigues ou Tiaguinho, como é tratado, ouviu o seu nome entoado pelos presentes na Praça da República, no seu distrito, e admitiu "chieira, muita chieira", que é como quem diz orgulho.

O governante usou as palavras que Costa tanto tem proferido para deixar promessas aos conterrâneos, assegurando que "Portugal não vai andar para trás". Para que tal aconteça, enalteceu, não se pode olhar para o 6 de outubro como um "dia qualquer". "Amanhã não é um dia qualquer, depois de amanhã não é um dia qualquer, a próxima semana é absolutamente decisiva, não podemos dar como adquirido, não podemos pôr em causa o que conquistámos", alertou Tiago Brandão Rodrigues.

Quando António Costa subiu ao palco já muito estava dito, mas ainda deu tempo para falar de maratonas, com a antiga campeã mundial Manuela Machado sentada na primeira fila da assistência. Entre corridas e testemunhos, uma coisa é certa: o PS só está nos 21 quilómetros, palavra de secretário-geral.

"Vamos cada um de nós fazendo os 42 quilómetros e passando o testemunho a outros para fazerem mais 42 quilómetros", afirmou o secretário-geral do PS, admitindo que a prova ainda vai a meio: "Estamos nos 21 quilómetros que começámos há quatro anos."

E por falar nesses tempo, Costa recorda que "há quatro anos muitos não acreditavam" no que hoje é um facto, naquilo que "quatro anos depois ninguém põe em causa".

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