Pântano não voltará. PS não se deixará influenciar pelo resultado das autárquicas

Carlos César clarifica que, desta vez, não se repete o "pântano": o PS está empenhado em governar quatro anos independentemente das próximas eleições.

Nem para eleições, nem influenciado por elas. O PS promete governar o tempo da legislatura, recusando seguir o exemplo de António Guterres que, depois do desaire nas autárquicas de 2001, invocou uma situação de "pântano político" para se demitir e, mais tarde, abrir caminho a eleições que o PS viria a perder.

Desta vez, garante, na TSF, Carlos César, o PS está empenhado em cumprir os quatro da legislatura, independentemente dos resultados das eleições que entretanto decorrerem. Ou seja, eventuais resultados negativos nas Autárquicas de 2021 ou nas Regionais dos Açores não afastam o PS do Governo.

"Este governo não governará nem para as eleições que decorreram no entretanto (...) nem nos deixaremos condicionar no exercício da atividade governativa por resultados melhores ou piores de cada uma", sublinhou o presidente do PS no programa da TSF Almoços Grátis, querendo deixar a questão "completamente clara". César reafirma que governar quatro anos é o "propósito e empenho" do PS.

Na TSF, Carlos César garantiu ainda que não existem entendimentos secretos com o PCP: "Não temos acordos secretos com nenhum partido. O acordo que temos com todos eles é de trabalhar em torno dos documentos essenciais em que procuraremos examinar em comum esses documentos e encontrar convergências".

O PS insiste que a "preferência de diálogo é à esquerda" com quem tentará pontos de convergência, mas desafia PS e CDS a não serem apenas "oponentes mas também proponentes".

"Cada partido assumirá a responsabilidade sobre as propostas que o PS apresentar", sublinhou o até agora líder da bancada socialista.

A três dias da posse do novo Governo, a composição do Governo passou pela ementa dos Almoços Grátis da TSF, David Justino alertou para o facto de ser um executivo com "muitos nomes e muita sobreposição de áreas" que pode provocar "desgaste que obrigue a remodelações".

"Dá a sensação pelo tipo de recrutamento que foi feito que é um governo que vai ser objeto de remodelação. O problema que se põe aqui é de saber até que ponto o desgaste e a acumulação de pequenos erros e de pequenos casos vai obrigar a reforçar constantemente alguns membros do governo", explicou o vice presidente do PSD.

"Não creio que a quantidade seja boa conselheira: serem muitos não quer dizer que seja um governo coeso", considerou David Justino, defendendo que vai "vai obrigar a uma grande coordenação política".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de