"PSP tem todos os meios para cumprir missão." Palavra do novo diretor

Novo diretor da PSP quer polícias responsabilizados mas também defendidos quando agem perante a lei.

O ministro da Administração Interna anunciou que em 2020 haverá condições para admitir mil novos agentes na PSP. A promessa deixada por Eduardo Cabrita na tomada de posse do novo diretor da instituição foi bem recebida por Magina da Silva que, apesar de ver os números como "interessantes", deixa claro que a PSP tem condições.

"Nunca estamos contentes com os meios que temos, queremos sempre mais, é da natureza humana mas também da natureza dos polícias. Obviamente que gostávamos de ter mais meios, seja viaturas, armamento, material de proteção, mas a minha obrigação é fazer o melhor possível com o que tenho. E digo convictamente: a PSP tem todos os meios possíveis para cumprir a sua missão", sublinhou o novo diretor da PSP no final da cerimónia.

Momentos anos, no discurso de boas-vindas, Eduardo Cabrita frisou que "o Orçamento do Estado consagrará condições para admissões que se colocarão pelo menos no patamar dos mil novos agentes a iniciar formação em 2020".

Magina da Silva traçou alguns eixos para um cargo que considera "complexo, difícil e titânico", mas também desafiador. Entre os objetivos mais relevantes, Magina da Silva aponta o "combate a todas as formas de extremismo, radicalismo e discriminação dentro e fora da PSP".

"Responsabilizar os polícias que de forma grave violem as suas obrigações legais, as instruções hierárquicas emitidas, nomeadamente no que refere ao uso da força, mas também defender intransigentemente os polícias injustamente acusados, nomeadamente na praça pública, que tenham atuado no cumprimento das suas obrigações legais", sublinhou Magina da Silva.

Eduardo Cabrita foi mais longe e, apontando a instituição como sendo de "coesão social", frisou que "na PSP não há lugar para racismo, para xenofobia, para intolerância religiosa", mas também deixou claro que "a agressão a um polícia não pode ser tolerada".

O ministro da Administração Interna deixou como missão para a nova direção o trabalho num reforço de coordenação entre mecanismos de segurança, mas apontou como essencial o rejuvenescimento das forças.

Lembrando as conquistas dos últimos anos, Eduardo Cabrita lembrou que com Luís Farinha à frente da PSP Portugal passou de "de 18.° para 3.° lugar" na lista dos países mais seguros do mundo e sublinhou que esta imagem é "decisiva para a identidade de Portugal e para a competitividade externa".

A segurança foi apontada pelo governante como uma das "razões que levam as pessoas a escolher Portugal", sendo este fator "essencial para as contas certas".

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