Queria ser bailarina, mas ingressou na Marinha. Agora, Patrícia Gaspar chega ao Governo

A segunda comandante da Proteção Civil é agora a nova secretária de Estado do ministério que tutela este setor.

Patrícia Gaspar tornou-se um rosto conhecido dos portugueses aquando dos incêndios trágicos de 2017. Todos os dias, nessa época marcante na História recente do país, aparecia amiúde na comunicação social enquanto cara e voz da Proteção Civil. A menina que queria ser bailarina e que cresceu entre militares prepara-se, agora, para assumir o cargo de Secretária de Estado da Administração Interna (que tutela a Proteção Civil), sucedendo a José Artur Neves, o ex-secretário de Estado que se demitiu, após ter sido alvo de buscas do Ministério Público, no âmbito do caso das golas antifumo.

Licenciada em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, tem 46 anos e vive no Barreiro. Em criança, queria ser bailarina, cresceu com um pai militar, mas, como quando entrou para a universidade, ainda não eram admitidas mulheres nas Forças Armadas nem nas Forças Policiais, nunca tinha equacionado uma carreira na área.

A paixão pelo mar e a presença do pai, o contra-almirante Álvaro Gaspar, levaram-na a entrar na Marinha. Passou pelo Serviço de Informações Estratégicas e de Defesa Militar, foi responsável por uma das pastas mais quentes da época - a independência de Timor-Leste - e tornou-se a primeira voz portuguesa que Xanana Gusmão ouviu na cadeia de Cipinang, quando falou através do telefone-satélite que lhe tinha sido levado pelos operacionais portugueses.

Quando concorreu para a Proteção Civil, Patrícia Gaspar nem sabia que organismo era este. "Nunca tinha ouvido falar." Começou a estudar, a entusiasmar-se e a gostar. Ficou em segundo lugar, mas a primeira classificada desistiu.

Patrícia Gaspar assumiu também os cargos de Comandante Distrital da Proteção Civil em Setúbal e de 2.ª comandante operacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil. Numa entrevista ao programa da TSF "Uma questão de ADN" revelou que gosta de andar fardada, mas recusa uma postura austera.

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