"São cem dias de Governo muito difíceis." Marcelo pede colaboração para prevenir incêndios

Marcelo Rebelo de Sousa diz que o mundo está muito diferente do que estava há meio ano.

Marcelo Rebelo de Sousa falou esta quinta-feira sobre os primeiros cem dias de Governo e reflete sobre a dificuldade de governar com tanta instabilidade no mundo.

"São 100 dias muito difíceis. É muito difícil governar quando o mundo está muito diferente do que estava há seis meses. A guerra introduziu essa diferença. A situação económica, financeira e social é muito diferente. É preciso uma União Europeia unida", disse o chefe de Estado em declarações aos jornalistas em Mangualde, distrito de Viseu.

O Presidente da República também aproveitou para pedir a ajuda de toda a gente nos próximos dias para impedir incêndios florestais.

"Desejar neste começo de época, que é sempre mais quente que vamos ter nos próximos dias, que haja a colaboração de todos para prevenirmos os incêndios florestais e sublinhar a decisão que me parece acertada do ministro da Administração Interna de avançar para o estado de alerta numa área significativa. Porque mais vale prevenir do que remediar e eu tenho na memória o que se passou noutros anos. Temos condições melhores para uma resposta mais rápida e mais eficiente, mas temos de ajudar todos porque vão ser dez ou 15 dias muito difíceis.

O Presidente da República também afastou de si próprio o controlo sobre a aplicação dos fundos provenientes da União Europeia. Depois de enumerar as várias entidades destinadas a esse fim, Marcelo Rebelo de Sousa deixou um recado: "Com tanta entidade a controlar, espero que haja controlo."

"Há imensas entidades a controlar isso. Há o Tribunal de Contas, há o Ministério Público, há uma subcomissão da Assembleia da República, há uma entidade mesmo do próprio sistema de gestão da aplicação dos fundos europeus, há a Comissão Europeia. Eu insisti desde o início que era muito importante esse acompanhamento. Até para garantir prazos", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República comentou ainda a demissão do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson: "Mostra que além dos fatores internos, os fatores externos, ao mudar as condições de vida e dividir os governantes entre questões internas e externas, criam problemas adicionais em todas as partes do mundo."

Já sobre os debates no Parlamento, Marcelo preferiu não ser muito incisivo. "Eu não gostava de discutir aquilo que é a vida interna da Assembleia da República. Se a AR se inclina para melhorar o processo de debate e controlo, muito bem. Acho que todos os portugueses ficam felizes", considerou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de