Segundo confinamento vai ser "devastador" para a cultura

Candidato presidencial defende que os apoios ao setor são "necessários e imprescindíveis".

Na cultura, o efeito de um segundo confinamento, vai ser devastador. O candidato João Ferreira considera que, tal como as cerimónias religiosas, desde que respeitando todas as normas de segurança, alguns eventos culturais deveriam manter-se. Não sendo possível a sua manutenção, João Ferreira diz que é preciso salvar o setor com medidas de apoio. João Ferreira percebe este confinamento devido às circunstâncias atuais da pandemia. Contudo, alerta para setores que vão sair ainda mais prejudicados.

O impacto na cultura, para o candidato, é devastador. "O quadro era já de si devastador, não é exagero dizê-lo, não é carregar nas palavras. É de facto uma descrição fiel da realidade que encontramos em vários setores, da cultura e das artes", refere. Por isso, João Ferreira afirma que "são necessários e imprescindíveis instrumentos de apoio, neste momento, para permitir a sobrevivência do setor e sempre disse que a opção deveria ter sido também por aí, garantir, adequando todas as condições de segurança ao funcionamento daquilo que possa funcionar, permitir esse funcionamento".

Como para a cultura, o candidato pensa o mesmo em relação às cerimónias religiosas, garantindo que "não há razão para que elas não aconteçam, como não há razão para que outro tipo de atividades, nomeadamente culturais, em circunstâncias idênticas, ou seja, que estejam elas próprias em condições de garantir medidas de distanciamento, medidas de proteção, daqueles que trabalham e daqueles a quem eles se dirigem - os trabalhadores da cultura e os espetadores -, não há razão para que essas atividades tenham de parar", acrescenta.

Mas, no caso destas atividades terem de parar, então têm de ser protegidas e salvas, diz João Ferreira: "Parando, têm de ser de facto protegidas, salvas. É disso que se trata neste momento. É já, e desde há vários meses, uma questão de sobrevivência. Nós não podemos permitir que se mate a cultura neste país. Nós temos um problema de insuficiente valorização da cultura em Portugal, esta pandemia que estamos a viver veio agravar as consequências de um panorama que já não era propriamente de acordo com aquele que está inscrito na nossa Constituição, de valorização da cultura como direito constitucional."

A pandemia veio agravar a situação da cultura, João Ferreira frisa que é preciso uma intervenção do Estado, fazendo chegar os apoios a quem deles necessita, mais do que fazer anúncios sucessivos.

João Ferreira falou à margem de uma visita à Escola Superior Agrária de Ponte de Lima. À saída, o candidato sublinhou a importância de combater o despovoamento do interior e as desigualdades do território. As assimetrias "cada vez mais chegam junto da linha de costa" e esta realidade significa "caminhar no sentido oposto àquilo que diz a constituição", necessitando de uma presença mais regular na atenção do presidente da República.

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