"Sem intenção censória." PS pede desculpa por mandar apagar pergunta a ministra

A Iniciativa Liberal aceita o pedido de desculpas, mas reafirma dois caminhos para a ministra: devolução dos fundos ou demissão.

A polémica estalou com o pedido da deputada do PS, Isabel Guerreiro, que quis apagar "da gravação e da ata" a pergunta de Carlos Guimarães Pinto à ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, sobre o alegado conflito de interesses, depois das empresas do marido terem recebido fundos comunitários.

No final da conferência de líderes, poucas horas depois da polémica, o socialista Pedro Delgado Alves "pediu desculpa" ao Parlamento e afastou qualquer intenção dolosa no pedido da deputada. Também perante os jornalistas, Delgado Alves fez a defesa da honra do partido.

"Obviamente, o PS pede desculpa à instituição parlamentar, à Iniciativa Liberal em particular e aos demais partidos, pela forma infeliz como a Sra. Deputada solicitou a remoção de elementos da ata e da gravação. Obviamente, não nos parece ter havido uma intenção censória", garantiu.

Os liberais questionaram a ministra Ana Abrunhosa sobre os fundos comunitários que as empresas do marido receberam, no que Carlos Guimarães Pinto chamou de "elefante na sala". O deputado defendeu que a ministra "tem informação privilegiada e antecipada" sobre os fundos, e tutela a pasta "que distribui os fundos".

Questionado pelos jornalistas sobre o alegado conflito de interesses da ministra, Pedro Delgado Alves lembra que a lei é "recente e clara", mas mostra-se disponível para restringir a norma que permite aos familiares próximos receberem fundos comunitários.

"A legislação atual garante que, não só não há intervenção dos políticos quando estão em causa familiares próximos, como estes são objeto de inibições", acrescentou.

Já a Iniciativa Liberal, pelo deputado Rodrigo Saraiva, aceita as desculpas do PS, assumindo que o caso "está sanado e esclarecido", embora volte a sublinhar que a atitude da deputada revela "uma má prática".

Por outro lado, o líder parlamentar dos liberais continua a prever apenas duas soluções para a resolução do alegado conflito de interesses: ou as empresas do marido da ministra devolvem os fundos ou a ministra demite-se.

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