Cerca sanitária em Ovar vai continuar

A Covid-19 já provocou 14 mortes no concelho, onde foram registados, até ao momento, mais de 340 casos.

O presidente da Câmara de Ovar diz que a decisão anunciada pelo conselho de ministros não surpreende. Entrevistado pela TSF, Salvador Malheiro revelou ter sido consultado pelo Governo e, para o autarca, manter a cerca sanitária no concelho de Ovar é a decisão mais sensata.

"Tive oportunidade de ser ouvido pelos nossos governantes antes desta decisão e naturalmente que compreendo a decisão de prorrogar o prazo, até porque qualquer atitude de retirar a pressão da mola podia ser muito mal interpretado pelas nossas gentes. Por outro lado, poderia ser eventualmente deitarmos por terra todo o esforço e todo o trabalho realizado nas últimas semanas", disse Salvador Malheiro, entrevistado pela TSF.

Questionado sobre a preocupação manifestada por um grupo de empresas de Ovar, que antecipam a destruição de milhares de empregos e efeitos "demolidores" no concelho, Salvador Malheiro deixa um apelo, de modo a que o esforço feito nas duas últimas semanas tenha sido em vão.

"Os nossos empresários e industriais estão a sofrer mais que os outros do resto do país, porque já estão há 15 dias encerrados e agora mais 15 dias. Isto, naturalmente, vai trazer muitos prejuízos grandes. De todas as formas, apelo à colaboração desses mesmos empresários, no sentido de nós só podermos perspetivar o reerguer da nossa economia local depois de ultrapassarmos este problema de saúde pública. Não há economia sem pessoas", frisou.

Segundo os últimos dados divulgados pela Câmara de Ovar, desde o início do surto, foram confirmados 343 casos de Covid-19 no concelho e 14 mortes.

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